Trânsito e as deficiências no Brasil

Três capacetes caídos na rua com moto e um carro ao fundo
Acidentes com motocicletas lideram a relação trânsito e deficiência no Brasil

Não é apenas estacionar na vaga exclusiva ou na frente de uma rampa de acesso que são infrações de trânsito que tem a ver com as deficiências no Brasil. O movimento “Maio Amarelo”, que tem por objetivo chamar a atenção de todos para os altos índices de mortes e feridos em vias do mundo inteiro, abre espaço para se discutir um dado muito relevante no país. A relação trânsito e as deficiências.

Geralmente, os meios de comunicação dão destaque ao número de mortes nos acidentes de carro e moto. Mas você sabia que a quantidade de pedidos do seguro DPVAT (Seguro Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre)  é 12 vezes maior nos casos em que as pessoas ficam com alguma sequela por conta de um acidente de trânsito?

De acordo com dados mais recentes de 2015, divulgados no ano passado, cerca de 515 mil indenizações foram pagas no Brasil por invalidez permanente. Esse é o termo que a Seguradora Líder, administradora do DPVAT, utiliza para definir quem adquiriu alguma deficiência.

Se comparado com 2014, os números caíram 13%, o que é uma boa notícia, entretanto, ainda  é alto. Enquanto, as solicitações em casos de morte foram de 42 mil. Os principais indenizados são os condutores, sobretudo os motociclistas. Na segunda colocação do ranking, estão empatados os pedestres e passageiros, com 18% dos pedidos.

Ainda de acordo com o relatório, três em quatro acidentes são causados com homens ao volante ou no comando da moto. Dentre os quais, metade tem entre 18 e 34 anos.

É interessante ressaltar que as estatísticas mencionadas acima se referem somente a quem solicitou a indenização. Elas não levam em consideração as ocorrências que não houve o pedido de pagamento do DPVAT, que poderia gerar um número bem maior.

Por isso, lembrar as recomendações por um trânsito mais seguro não custa nada. Tanto para o condutor quanto para o passageiro e o pedestre.

Dirigir de acordo com os limites de velocidade permitidos para a via. Seguir a sinalização indicada nas placas e na pista. Não beber antes de dirigir, não mexer no celular ao volante. Redobrar a atenção quando há má visibilidade, usar sempre o cinto de segurança. Pedestre, atravessar na faixa, observando a ausência de carros no local.

Cabe ao poder público intensificar a fiscalização e punição das irregularidades e conservar as vias em um bom estado para o uso.

O blog Reflexão Sobre Rodas apoia toda iniciativa que visa diminuir os motivos que causam uma deficiência, pois as consequências muitas vezes são irreversíveis.

Deixe um comentário