A Reatech da crise?

 

Depois de dois anos, a expectativa para ir à Reatech era um pouco maior do que das outras vezes. Ela me surpreendeu positiva e negativamente na edição de 2017, que terminou no domingo, 4, na capital paulista.

Muito menor do que já tinha visto e com bem menos pessoas para um sábado, a feira de reabilitação, acessibilidade e inclusão da pessoa com  deficiência perdeu argumentos. Continua praticamente monopolizada por stands de montadoras de carros.

Apesar disso, apresentaram menos opções aos visitantes. Crise, né? E foi a primeira vez que não vi carros como a Doblo, que era um ícone para colocar plataforma de elevação para entrar a cadeira de rodas.

Encurrala os pequenos em uma rua, onde os visitantes se amontoam para tentar ver algo. Imaginem o pessoal sobre rodas ou com a bengala procurando espaço para passar. Era pura emoção e muitas desculpas.

Poucos expositores que falavam de empregabilidade. Sinceramente não encontrei um que se destacasse. Mas o que mais chamou atenção de forma negativa foi o acesso dos cadeirantes que foram de carro e os colocaram no estacionamento ao lado.

Apenas um pequeno elevador para encaminha-los para a entrada do centro de exposições. Entretanto quero crer que não era a única alternativa.  É bom lembrar que muita gente vai em grupos e poderia desembarcar  mais perto da entrada.

Nos detalhes, estavam os aspectos positivos. Com a reforma do espaço, quando passou a se chamar São Paulo Expo, o ambiente ficou mais agradável, principalmente a temperatura, mesmo com muitos visitantes. Desta vez, não tinha carpete por toda a feira e a cadeira rodava mais facilmente.

Se você, aí, tiver alguma impressão que eu não coloquei aqui, ou que descorde das minhas, por favor, não deixe de comentar abaixo e  contribuir com o blog Reflexão Sobre Rodas.

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