O bullying e os alunos com deficiência nos anos 90

Histórias de bullying e alunos com deficiência nos anos 90
Histórias de bullying e alunos com deficiência nos anos 90

Uma das discussões mais presentes no ambiente educacional atualmente é o bullying e os alunos com deficiência estão entre os principais alvos. Na época que fiz o ensino fundamental nos anos 90, a gente quase não ouvia falar nesse assunto.

Poucas vezes também, me sentia ofendido por algum tipo de brincadeira pejorativa por andar de cadeira de rodas ou ter o braço um pouco mais lento. Houve um ou dois caso que me irritei, porém, sempre coloquei a boca no trombone.

Mas conta aí uma das vezes que aconteceu, LD?

Então, quando eu estava na sétima série, tive um colega que deu para me infernizar. Todos os dias, ele vinha com alguma brincadeira de mau-gosto. Era durante as aulas e na hora do intervalo, sem disfarçar nem um pouco.

Até que eu não aguentei, conversei com meus pais e pedi a eles que tentassem me mudar de sala. Então, alguém da direção veio falar comigo e soltei o verbo contra o moleque. Penso que meus argumentos funcionaram, pois dias depois eu já estava em outra turma.

Mesmo assim, ele ainda continuou me atazanando, mas aí ficou mais fácil de ignorar. Mas quando cheguei à nova turma, outra pessoa passou a me atormentar e o pior de tudo: era um professor.

Entretanto, ele não me azucrinava por conta da deficiência e sim porque eu tinha vindo da sala que ele considerava com um desempenho menor. Contudo, fiz a minha parte de aluno e provei o contrário.

Ponto de vista

Nem sempre um aluno com deficiência vai querer se expor e enfrentar de peito aberto às situações de bullying. Ainda mais porque não tem certeza do que ele está passando. Por isso, pais e professores precisam estar o tempo todo atentos a qualquer sinal de comportamento diferente.

E em época tão frenética de redes sociais, a atenção deve se redobrar, pois na internet essas ações são mais intensas, diretas e difíceis de serem combatidas.

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