A deficiência e novas possibilidades de relações de trabalho

A greve de sexta-feira, 28 de abril, e o feriado do Dia do Trabalhador nessa segunda-feira, 1º, colocam mais uma vez em pauta a discussão sobre o emprego formal no Brasil. E a pessoa com deficiência não pode ficar como espectador neste momento.

Como o blog tratou nas semanas anteriores, todas as propostas do governo federal, que estão no Congresso, interferem e muito neste segmento. Embora de maneira direta, apenas a reforma previdenciária trate especificamente da pessoa com deficiência, as outras duas podem produzir efeitos colaterais significativos.

Dentro da terceirização irrestrita, ela pode provocar a diminuição dos postos de trabalho para o empregado com deficiência, por meio da lei de cotas, pois atualmente empresas com mais de 100 funcionários precisam ter pessoas com deficiência no seu quadro de pessoal, porém pode ocorrer a inexistência de corporações com esse perfil.

Ainda em relação à lei de cotas, é muito comum, mesmo em 2017, encontrar empresas que contratam candidatos com deficiência apenas para cumprir a legislação. Desta forma, fica ainda mais evidente que o número de contratações em empresas menores caia.

Na reforma trabalhista, surgiu a possibilidade do trabalho remoto, onde muitas empresas podem encaixar seus funcionários com deficiência e isso pode ter dois pontos de vista.

Um é a possibilidade da ampliação do mercado e o outro pode ser um entrave no aspecto da inclusão, pois ela não terá a convivência com os colegas de trabalho, que é fundamental para uma pessoa se desenvolver em todos os sentidos.

Entretanto, essa é uma decisão do trabalhador com deficiência. Ele vai avaliar se é interessante trabalhar em casa ou no ambiente corporativo.

Independentemente da sua opinião, é necessário estar ciente dos direitos e deveres no que se relaciona ao trabalho, e assim participar com consciência essa parte tão importante da vida de todos.

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