Como verificar a acessibilidade na hospedagem?

Arrumar as malas para viajar durante as férias é o sonho de quase todo mundo, mas para isso é necessário se preparar com certa antecedência. Quando se trata de uma pessoa com deficiência, é prioritário verificar a acessibilidade na hospedagem. O Reflexão Sobre Rodas traz algumas sugestões do que não pode se esquecer nesse quesito.

Há bastante tempo, as leis brasileiras obrigam que prédios e meios de transportes sejam acessíveis, seguindo as recomendações das diversas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) a respeito do assunto, que seguem os critérios de acessibilidade universal. Então, as hospedagens, lugares com grande circulação de pessoas e pontos turísticos precisam ser acessíveis.

Para começar, faça uma pesquisa no Google sobre o que a cidade ou o lugar para onde você pretende ir oferece. Verifique se há alguma informação sobre as condições de acessibilidade, de acordo com a deficiência em questão. Se não encontrar, entre em contato com os lugares que interessar.

Se for possível, descubra se pessoas com deficiência que você conhece já foram para o mesmo destino e quais são as impressões e recomendações sobre o seu roteiro de viagem. A avaliação de quem já teve a experiência sempre mostra melhor a realidade.

Ao escolher o lugar onde vai passar as noites, solicite as informações sobre as condições de acessibilidade por e-mail ou alguma outra forma que você possa documentar e cobrar se for necessário durante a estadia.

De acordo com o Decreto Federal 9.296/2018, que regulamenta o artigo 45 da LBI (Lei Brasileira de Inclusão das pessoas com deficiência), que trata da acessibilidade na hospedagem, pelo menos 5% dos dormitórios de hotéis e pousadas novos precisam estar conforme as normas. Já os construídos antes da LBI precisam dispor de 10% de dormitórios acessíveis. Além disso, a mesma legislação aponta as seguintes ajudas técnicas:

  1. Vão de passagem livre mínimo de oitenta centímetros para a porta da unidade e para a porta do banheiro.

  2. Barra de apoio no box do chuveiro.

  3. Chuveiro equipado com barra deslizante, desviador para ducha manual e controle de fluxo (ducha/chuveiro) na ducha manual (chuveirinho), o qual deverá estar sempre posicionado na altura mais baixa quando da chegada do hóspede.

  4. Olhos-mágicos instalados nas portas nas alturas de cento e vinte e cento e sessenta centímetros.

  5. Campainha (batidas na porta) sonora e luminosa intermitente (flash) na cor amarela.

  6. Sistema magnético de tranca das portas dos dormitórios que permita autonomia ao hóspede com deficiência visual, surdo ou surdo-cego, além de informações em relevo, ranhuras ou cortes nos escaninhos de leitura e nos cartões magnéticos.

  7. Sinalização de emergência, para os casos de incêndio ou perigo, sonora e luminosa intermitente (flash) na cor vermelha.

  8. Aparelho de televisão com dispositivos receptores de legenda oculta e de áudio secundário, quando o dormitório disponibilizar esse tipo de aparelho.

  9. Telefone com tipologia ampliada e com amplificador de sinal, quando o dormitório disponibilizar esse tipo de aparelho.

Se a viagem for de ônibus ou de avião, faça a mesma pesquisa, pois apesar das leis existirem, nem sempre são colocadas em prática e como a intenção é descansar, isso não deve ser uma preocupação no decorrer da viagem.

Se a intenção for ir de ônibus, também é recomendável verificar as condições de acessibilidade do meio de transporte, pois apenas o símbolo azul com a cadeira de rodas estar visível não é garantia do cumprimento das normas. Os veículos, de acordo com a LBI, precisam ser certificados pelos órgãos competentes.

No caso das viagens de avião, as dicas são as mesmas, além de precisar chegar um pouco mais cedo

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