A falta de representatividade da pessoa com deficiência

Na infância, uma das perguntas que mais respondemos é: “O que você quer ser quando crescer?”. Geralmente, saem respostas de profissões admiradas por todos, como professor, advogado, médico, artista, jornalista ou simplesmente ser pai e mãe.

A simbologia que existe frente a essas referências é o que muitas vezes motiva tais escolhas. Mas você já parou para observar que ainda quase não se consegue imaginar essa representatividade da pessoa com deficiência? Apesar de ser realidade para muitos, é algo pouco visto pela maioria.

Como escrevi em um artigo, no jornal O Vale, que circula na região de São José dos Campos (SP), há ano, a baixa presença das pessoas com deficiência nos meios de comunicação, sobretudo em conteúdos de interesse geral. Essa percepção passa muito por aí.

Corroborando com isso, uma pesquisa realizada pelo Datafolha, em julho de 2017, mostrou que a maioria dos entrevistados dizem não encontrar personagens com deficiências como protagonistas dos conteúdos que consomem, sejam jornalísticos ou de entretenimento. Esse dado só muda quando tratam dos dilemas dessa condição.

Contudo, é necessário percorrer um caminho que nem sempre depende só de tratá-las como iguais aos demais. As oportunidades precisam respeitar as condições específicas de cada um. Por exemplo, uma escola que não fornece recursos acessíveis de aprendizagem vai deixar de equiparar as condições de qualificação profissional para o mercado de trabalho.

Mas não é só dever dos governos fazer isso funcionar, é papel de toda a sociedade, pois ninguém vive apenas em lugares públicos. Uma forma muito fácil de se entender isso é por meio da empatia, se colocando no lugar de um cidadão com deficiência e buscar soluções mais práticas para o protagonismo dela não se perder.

Talvez daqui uns anos ninguém precise lembrar do Dia Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, celebrado no dia 21 de setembro.

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