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Autismo

Na segunda-feira (2 de abril), comemorou-se o Dia Internacional de Conscientização sobre o Autismo. Instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2007, a data serve para enfatizar a presença e participação das pessoas com transtorno do espectro autista na sociedade.

Reconhecido como uma deficiência pela legislação brasileira, apenas a partir de 2011, o autismo, como é mais conhecido, afeta diversas áreas do desenvolvimento humano. De acordo com o GAIA (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo) de São José dos Campos (SP), o transtorno ocasiona perdas na interação social, na comunicação e no comportamento, que impactam em muitos aspectos da vida cotidiana.

Ainda conforme o GAIA, entre os sintomas que, em conjunto, caracterizam o autismo estão a resistência à aprendizagem, a rejeição ao contato físico. Estes se tornam bastante evidentes quando das crianças com espectro vai para a escola.

Em muitos casos, para não dizer quase todos, demonstra-se um longo tempo para se definir o diagnóstico. Desta forma, muitos professores e outros profissionais envolvidos no ensino não se sentem preparados para conduzir os trabalhos.

Além disso, os familiares não encontram respaldo multiprofissional para os tratamentos e acompanhamentos, que na maioria das vezes, são muito caros e exclusivos.

O reconhecimento legal como uma deficiência deu às pessoas com autismo as garantias de direitos universais, inclusive, os presentes na Lei Brasileira de Inclusão, de 2015.

Devido a grande maioria não obter sequer diagnóstico costuma ser confundida como tendo outros problemas (deixando de receber, portanto, o tratamento adequado). Um número inquietante se encontra excluído dos direitos humanos básicos, fora do convívio social, apartado da escola e da vida comunitária.

Crianças com autismo se tornam adultos com autismo. É uma condição crônica que inicia na infância, manifesta-se, em geral, até os três anos de idade, e em graus variados, que vão de brando a severo, e, comumente, tem problemas psiquiátricos associados, incluindo:

– Déficits de atenção;

– Comportamentos auto agressivos;

– Hiperatividade, estados de confusão que podem ser mal-entendidos como psicose ou esquizofrenia;

E muitos dos indivíduos com Autismo que têm alto desempenho cognitivo são percebidos como se sofressem de distúrbios de personalidade.

*Com informações do site do GAIA de São José dos Campos (SP).

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