Lollapalooza: acessibilidade melhorou, mas cadeirante não consegue ir sozinho ao festival, diz cadeirante

Vista do espaço reservado a pessoas com deficiência: palco iluminado com luzes vermelhas. No primeiro plano, pessoas com braços erguidos e celulares ligados. Ao fundo o palco onde se apresentava a banda Red Hot Chlli Peppers

No final de março, foi realizada mais uma edição do festival Lollapalooza, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Assim como em 2017, a pedido do Reflexão Sobre Rodas, o jornalista Rodrigo Almeida fez uma análise a respeito da acessibilidade no evento que reuniu cerca de 100 mil pessoas em cada dia, de acordo com a estimativa da organização, publicada no site.

Segundo Rodrigo, que é cadeirante, a infraestrutura do festival melhorou em relação a 2017, principalmente a localização do espaço reservado às pessoas com deficiência para acompanhar os shows. “Neste ano, ficou em lugar melhor, deu para ver mais de perto, em comparação com o ano passado”, contou.

Ele ressalta, no entanto, que pelo fato do festival ser realizado em uma estrutura montada e não fixa, as distâncias continuam bem longas, o que dificulta a autonomia das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, principalmente em uma cadeira de rodas. “Um cadeirante não consegue ir sozinho ao Lollapalooza”, firmou.

Ele também reclamou que, assim como ele em outros shows que ele vai, o local reservado para as pessoas com deficiência não comporta a quantidade de frequentadores que teriam direito a utiliza-lo. “Era tanta gente que os acompanhantes não puderam ficar junto. Eu preciso de alguém comigo de maneira permanente”.

Outro aspecto que necessita de melhoria, de acordo com Rodrigo, é o banheiro químico. “Mesmo os destinados às pessoas com deficiência ainda são pequenos para os cadeirantes. Eu sou grande e tive que apertar para usar o banheiro”, contou ao blog.

O Reflexão Sobre Rodas não conseguiu contato, até a conclusão deste texto, com a organização do Lollapalooza para comentar.

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