Reflexão Sobre Rodas retira a inclusão da linha editorial

 

O título deste artigo pode ser assustador.  E você deve estar se perguntando: o Reflexão Sobre Rodas vai deixar de tratar de deficiência? Muito pelo contrário, este post vai explicar essa sutil mudança. A partir desta segunda-feira (26), o blog deixa de utilizar o termo inclusão como algo que define boas práticas relacionadas à pessoa com deficiência.

Mas você ainda vai questionar: “Mas por quê?”. Como a maioria deve saber, a inclusão foi, nos últimos anos, a maneira mais adequada ao se referir sobre como as pessoas com deficiência devem ser vistas na sociedade. Várias áreas profissionais e governamentais adotaram a inclusão para batizar as suas ações voltadas às pessoas com deficiência. Entretanto, o blog percebeu que a palavra passou a ser uma muleta para discursos e, no final das contas, não cumprir o dever prático.

Você já deve ter ouvido ou lido por aí que é necessário uma “educação inclusiva” ou um “esporte inclusivo”. Quando, na verdade, é preciso uma escola que ensine de maneira que o aluno aprenda ou um esporte que permita mostrar as habilidades do praticante.

O Prof. Dr. Michel Chauvière, sociólogo e diretor emérito de pesquisa do Centre National de la Recherche Scientuifique (CNRS) da Université Paris II, é enfático: “A ‘inclusão’ é uma palavra fraca”. O Reflexão Sobre Rodas entende que a inclusão sem a participação cidadã das pessoas com deficiência não faz o menor sentido a quem realmente interessa: as pessoas com deficiência.

Se você acompanha o Reflexão Sobre Rodas desde março de 2017, sabe que o principal objetivo é debater e mostrar como as pessoas com deficiência fazem parte da sociedade. O blog busca evidenciar a forma que as decisões políticas, econômicas e comportamentais interferem na vida do cidadão com deficiência.

Com a retirada da palavra “inclusão” e seus derivados, o Reflexão Sobre Rodas reafirma a postura crítica. A partir de agora, vai adotar novos termos que expressam com mais exatidão os anseios das pessoas com deficiência.

Mas é claro que os conteúdos até aqui produzidos e nomes próprios, como a Lei Brasileira de Inclusão, permanecem como estão ou são, em respeito aos registros e ao momento histórico em que surgiram.

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