Classificação funcional: o coração do paradesporto

Dois avalidores observam um nadador dentro da piscina. Enquanto outro atleta aguarda sentado em um posto de partida.
A classificação funcional tem critérios próprios em cada modalidade.

As deficiências são diferentes e as possibilidades também. No esporte competitivo para quem tem uma limitação física ou sensorial, é necessário que haja um fator que iguale as condições de disputa. Essa padronização é definida pela classificação funcional.

Quem pôde acompanhar os Jogos Paralímpicos em 2016, no Rio de Janeiro, viu de perto a importância dessa classificação para as competições. Pois uma modalidade pode ter várias classes. No caso da natação, existem dezenas de provas para o mesmo nado.

De acordo com o site Paratleta, os objetivos essenciais da classificação funcional são definir se um atleta cumpre os critérios básicos de disputa daquela modalidade e agrupá-los conforme as habilidades. Isso evidencia a técnica e o mérito esportivo do competidor.

Nem sempre uma pessoa vai atender a esses critérios. Entretanto, isso não significa que ela tem muitas limitações, pelo contrário. Candidatos a uma vaga no time de bocha adaptada precisam ter um alto comprometimento motor nos membros superiores.  Caso eles tiverem pouca ou nenhuma limitação, eles não são elegíveis para a modalidade, que é destinada geralmente a quem tem paralisia cerebral.

Nos esportes coletivos, como o basquete em cadeira de rodas, as equipes que entram em quadra precisam manter uma média entre as classes de seus atletas. Um time não pode ter todos os jogadores com índices parecidos de comprometimento. Isso ocorre para que o grau de deficiência não interfira nas condições de disputa.

Para um atleta receber a classificação funcional, ele passa pela avaliação de uma equipe multiprofissional geralmente composta por fisioterapeutas, educadores físicos, médicos e psicólogos. Ela tem como objetivo verificar inúmeros aspectos e critérios para a prática daquele esporte.  Essa classificação pode se modificar em cada competição e com o passar do tempo, de acordo com o desenvolvimento do atleta.

Como se identifica a classificação funcional?

A identificação de uma classe é feita por uma letra e um número. A letra define a modalidade ou onde a prova é disputada, sempre em inglês. O número define o nível de habilidade do atleta, quanto maior a numeração menos comprometimento tem o competidor.  Exemplos utilizados na Rio 2016:

  • S5: natação (swimming) classe 5, nadador(a) com comprometimento físico médio;
  • T11: corrida (trakking) classe 11, corredor(a) com comprometimento visual pleno

 

No site do Comitê Paralímpico Brasileiro, é possível encontrar informações básicas sobre a classificação funcional de esportes praticados no país. Cada uma delas possui critérios e avaliadores específicos.

 

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