Fiosterapeuta tatua cadeira de rodas para homenagear irmão


A relação entre irmãos às vezes desperta muitas emoções dentro da família. Elas podem ser muito afetuosas ou relações conturbadas. Do lado positivo, estão Mariana e Rodrigo Almeida. Para celebrar a harmonia entre os dois, Mariana decidiu tatuar uma cadeira de rodas em um dos braços em homenagem ao irmão.

Ela, que é fisioterapeuta, tinha apenas 4 anos quando ele nasceu de maneira prematura. Ele, que é jornalista e servidor do Tribunal de Justiça de São Paulo, tem paralisia cerebral desde que nasceu.

“Sempre tive vontade de prestar essa homenagem para ele, até que vi na internet esse desenho.  Resolvi fazer para mostrar para todo mundo o quão querido e especial é esse meu irmão”, revela Mariana bastante emocionada.

No relato ao blog Reflexão Sobre Rodas, ela conta um pouco como é a relação com o irmão desde a chegada dele na casa. ”Me lembro quando minha mãe estava grávida, eu tinha 4 anos. O Rodrigo chegou uns três meses antes do previsto e ainda ficou na UTI. Naquela época não entendia muito bem o que estava acontecendo, era muito criança”.

Rodrigo e Mariana sempre tiveram uma relação bastante próxima e ela relembra com muita alegria como era brincar com o irmão quando eram pequenos. “Então chegou a época de sentar, e ele não sentava sozinho, sempre precisando de apoio. Caía para o lado, para frente. Me lembro da gente sentado brincando, e ele gritando “ me apuia, me apuia” (me ajuda), pois estava “ombando” para o lado”.

Para Mariana, a chegada de uma cadeira de rodas para o irmão caçula foi outro momento marcante. ”Eu achava o máximo, super diferente. Em um aniversário do Rodrigo, estava correndo com ele pelo prédio onde morávamos,  e a cadeira de rodas enroscou no chão e ele caiu”.

Outro momento marcante para Mariana foi quando Rodrigo foi estudar jornalismo em Taubaté. “Acordava às 5h da manhã pois também conseguiu um estágio na câmara de Taubaté. Minha mãe acordava, trocava ele, me chamava, colocávamos ele na cadeira, e lá iam os dois pegar estrada. De segunda a sexta. Saiam ainda estava escuro lá fora”, conta.

Na mesma época, Rodrigo precisou fazer uma cirurgia na coluna, onde perdeu muito sangue, e precisou ficar internado em São Paulo. “Fiquei assustada com a situação, mas me fiz de forte para não demostrar”, revela.

Quando Mariana ficou grávida pela primeira vez, Rodrigo estava internado. “Ele estava muito mal, quando liguei para contar, Mas um tempo depois, me ligou dizendo que estava muito feliz e que queria ser o padrinho do bebê”

Além de batizar o primeiro filho de Mariana, Rodrigo é padrinho de casamento dela.

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