21 de setembro: Dia Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência

A maioria das pessoas conhece a data de 3 de dezembro como o Dia Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, estabelecida pela Organização das Nações Unidas desde 1992.  Mas você sabia que no Brasil tem uma data de celebração específica? É o dia 21 de setembro, ou seja, hoje.

Instituído em 2005, o Dia Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência é mais uma data para levantarmos a bola das condições de qualidade de vida humana. São cerca de 45 milhões de brasileiros com pelo menos um tipo de deficiência, de acordo com o Censo 2010 do IBGE.

Segundo o portal do Governo Federal, o dia 21 de setembro foi escolhido por coincidir com o Dia da Árvore representando o nascimento das reivindicações de cidadania e participação em igualdade de condições.

Filosofias conceituais à parte, como o Reflexão Sobre Rodas já escreveu várias vezes, a Lei Brasileira de Inclusão da pessoa com deficiência (LBI) consolidou e reafirmou muitas conquistas legais para o movimento.

Entretanto, se os grupos de cada deficiência continuarem a lutar apenas pelos próprios interesses, portanto, sem convergência de ideias e práticas, a causa só será lembrada em datas comemorativas, como a de hoje. Assim, também ninguém chega a lugar algum.

Isso corrobora para comprovar que o Brasil é um país cheio de leis que garantem inúmeros direitos, mas sem quase ser colocada em prática no dia a dia. Embora as necessidades sejam específicas, não adianta um cadeirante lutar por rampas, ou quem é cego exigir piso tátil. Se assim ocorrer, tudo fica menos legítimo.

Na edição desta quinta-feira (21), o jornal O Vale, que circula na região de São José dos Campos, publica um artigo que escrevi por conta do Dia Nacional da Pessoa com Deficiência. Cobro mais espaço para a discussão do tema, a fim de ser uma ferramenta para acompanhar as políticas públicas, que infelizmente minguam por aí.

Como escrevi certa vez no Guia Inclusivo, também não adianta ficarmos falando apenas para a bolha da internet. Ou seja, discutir apenas com quem concorda e apoia as mesmas ideias. Desse jeito, as barreiras em relação às deficiências não podem ser quebradas.

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