21 de setembro: Dia Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência

A maioria das pessoas conhece a data de 3 de dezembro como o Dia Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, estabelecida pela Organização das Nações Unidas há mais de 30 anos.  Mas você sabia que no Brasil tem uma data de celebração específica? É o dia 21 de setembro, ou seja, hoje.

Instituído em 2005, o Dia Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência é mais uma data para levantarmos a bola das condições de qualidade de vida humana. São cerca de 45 milhões de brasileiros com pelo menos um tipo de deficiência, de acordo com o Censo 2010 do IBGE.

Segundo o portal do Governo Federal, o dia 21 de setembro foi escolhido por coincidir com o Dia da Árvore representando o nascimento das reivindicações de cidadania e participação em igualdade de condições.

Filosofias conceituais à parte, como o Reflexão Sobre Rodas já escreveu várias vezes, a Lei Brasileira de Inclusão da pessoa com deficiência (LBI) consolidou e reafirmou muitas conquistas legais para o movimento.

Entretanto, se os grupos de cada deficiência continuarem a lutar apenas pelos próprios interesses, portanto, sem convergência de ideias e práticas, a causa só será lembrada em datas comemorativas, como a de hoje. Assim, também ninguém chega a lugar algum.

Isso corrobora para comprovar que o Brasil é um país cheio de leis que garantem inúmeros direitos, mas sem quase ser colocada em prática no dia a dia. Embora as necessidades sejam específicas, não adianta um cadeirante lutar por rampas, ou quem é cego exigir piso tátil. Se assim ocorrer, tudo fica menos legítimo.

Na edição desta quinta-feira (21), o jornal O Vale, que circula na região de São José dos Campos, publica um artigo que escrevi por conta do Dia Nacional da Pessoa com Deficiência. Cobro mais espaço para a discussão do tema, a fim de ser uma ferramenta para acompanhar as políticas públicas, que infelizmente minguam por aí.

Como escrevi certa vez no Guia Inclusivo, também não adianta ficarmos falando apenas para a bolha da internet. Ou seja, discutir apenas com quem concorda e apoia as mesmas ideias. Desse jeito, as barreiras em relação às deficiências não podem ser quebradas.

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