Um pouco de acessibilidade para os romeiros

Parte externa do Santuário Nacional em AparecidaNão sou muito de falar de minha religiosidade por aqui, pois, para manter uma maior liberdade de expressão, evito temas polemicas que não dizem respeito a assuntos que envolvem as pessoas com deficiência.

Mas na última sexta-feira, 28, fui a Aparecida, fazer minhas orações para agradecer o fato de continuar vivo, depois de tempos tão difíceis pelos quais passei. Chegando lá, já pude notar um grande número de cadeira de rodas que circulavam por tudo que era canto.

Comecei a observar como o Santuário Nacional é bastante acessível. Como muita gente frequenta o local, todos os corredores são bem largos, isso facilita muito a vida do cadeirante. Dá para fazer quase tudo sozinho.

Pois é, digo quase porque há alguns aspectos complicadores. Os acessos à parte inferior da igreja, onde ficam os confessionários, vários banheiros, não permitem a autonomia de alguém sobre uma cadeira de rodas ou mesmo com mobilidade reduzida. Tudo é bem inclinado.

Outro ponto bastante frequentado pelos romeiros, senão o maior deles, é o da visita à imagem encontrada no Rio Paraíba em 1717. Apesar de ter uma fila exclusiva para pessoas com deficiência e idosos, o acesso também é bastante fora do padrão recomendado.

Isso sem contar que, se houver muita gente, a fila se estende pelas rampas e é preciso ter aquele apoio extra para se segurar pelo caminho, que é curto, porém, bem pesado.

Na maioria dos demais lugares, como já disse, a liberdade é bem maior. Mas como os trajetos são bastante longos, quem é desprovido de massa muscular encontra bastante de dificuldade para percorrer tudo sozinho e vai necessitar de uma ajuda.

Dessa vez, não consegui ir à parte da cidade e nem visitar a Basílica Velha,  que tinha uma rampa móvel para a cadeira de rodas entrar na igreja. Nas isso já faz muito tempo e não consigo falar das condições atuais.

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