Usar a deficiência não é um bom negócio

Há algumas semanas, escrevi aqui no blog sobre o dia que me deram dinheiro porque eu estava na cadeira de rodas. Agora   trago uma reflexão, um pouco mais aprofundada, a respeito de algumas pessoas com deficiência que utilizam a condição para obterem vantagens individuais.

Em todos os lugares, encontramos bons e maus profissionais. No caso de quem tem deficiência, também não é diferente. Sua condição não determina seu comportamento em sociedade.

O fato de ter  deficiência me permitiu e permite conviver com várias pessoas com deficiência. Mesmo quando estou em meu ambiente de trabalho ou em algum lugar onde não estou com este foco, os questionamentos a respeito, histórias e as pessoas com deficiência chegam até mim.

Assim, acabo conhecendo muitas pessoas que se aproveitam de sua condição, ou de algum parente ou amigo, para se comportar de forma diferente do aceitável. Essas atitudes provocam, com o passar do tempo, atritos e problemas que precisam ser avaliados para que não sejam relevados com a “desculpa” da deficiência.

Isso vale para atitudes de pequenas ou grandes repercussões, como, por exemplo, o famoso folgado, que pede para que as outras pessoas façam tudo por ele. Ou aqueles que fazem tudo o que lhe vem à cabeça, sem medir as consequências, muitas vezes, apenas só para chamar a atenção para si.

Na busca da inclusão a cada dia mais plena, é necessário saber ponderar essas atitudes para que cada um seja reconhecido por suas qualidades pessoais, profissionais, sem que elas sejam justificadas pela deficiência.

Claro que sempre há exceções, mas que devem ter o devido acompanhamento profissional para que haja as devidas orientações.

9 comentários sobre “Usar a deficiência não é um bom negócio

  1. Simples… Muito mimi, sou cadeirante a 27 anos… E hoje so vejo um monte de cadeirante reclamando, e vc não ajuda nada com seus “Motivacionais” So cria mais mimis

  2. Como vc disse no seu post no grupo do face:
    Assunto polêmico, e no próprio texto vc disse que encontramos bons trabalhadores, e nem outros tão bons assim, e isso está no nosso mundo (eu chamo de “o mundo dos zés rodinhas”) rss. Sim sou cadeirante, tenho um pouco de experiencia no assunto.

    Mas Luís, o que eu vejo no mundo, é que estamos mais preocupados com os outros do que com nós mesmos, a vida passa tão rápido, e eu já bati na porta do céu ( com o perdão do trocadilho ), não estou querendo nem de longe em criticar seu texto, estou apenas expondo minha opinião.

    Voltando; acho que se cada um respondesse pelo que fez e faz, o mundo seria um lugar melhor. E, o que é dessas pessoas está guardado, e não estou falando no plano religioso não, digo aqui, nesse inferno que chamamos de terra, então eu prefiro correr atrás do meu (me desculpe novamente pelo trocadilho).

    Enfim, sucesso no seu trabalho, muito bom ter alguém com coragem suficiente para expor as coisas como elas são.

Deixe um comentário