Cuidado e confiança não fazem mal a ninguém

Em uma das inúmeras conversas que temos na hora do almoço, eu falei que considero a cadeira de rodas parte do meu corpo e sinto quando as pessoas tocam nela, mesmo que de leve.

Então, eles quiseram me testar, esbarrando em várias partes da cadeira em que minha visão não enxergasse. Juro, acertei quase tudo.

Expliquei também que logo que alguém se presta a empurrar a cadeira de rodas, consigo saber se posso ter confiança nele para “executar o serviço”.  Geralmente, as pessoas em que ganho confiança de primeira, contam que têm algum histórico de empurrar cadeira de rodas na família ou um amigo.

Confiar em quem está conduzindo a cadeira é fundamental, principalmente para quem tem paralisia cerebral, pois ela tem maior dificuldade no controle do corpo e qualquer momento de tensão pode fazer endurecê-lo , complicando a situação, pois ele pode cair ou até mesmo passar mal.

É claro que nem sempre, para ser bem sincero, na maioria  das vezes, as pessoas estarão acostumadas a empurrar uma cadeira  de rodas, mas nessa hora,  o negócio é manter a calma e se for possível, perguntar ao cadeirante perguntar ao cadeirante o que é preciso fazer.

Depois, com o tempo, a confiança vem.

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