Te ver e não te querer

Como diria o Samuel Rosa, do Skank: “Te ver e não te querer é improvável, impossível”. As guloseimas, mais cedo ou mais tarde, iam voltar a estar à minha vista.

Chegou o Natal, a virada de ano, os aniversários do pai e do irmão. Não tinha jeito, eu tive que aprender a falar não, para as outras pessoas que me oferecem, e para mim mesmo, que digamos, é o mais difícil.

Sempre fui um comilão, principalmente de besteiras, e agora nada disso faz parte de qualquer refeição dos meus dias. Evito dizer que não posso comer, prefiro dizer apenas que não quero. Acho que fica mais fácil para eu aceitar mentalmente essa condição.

Geralmente no meu aniversário chamava o pessoal da família para comer pizza, não importava o dia da semana. Mas neste ano, assim como nos próximos, a iguaria italiana, que o brasileiro tanto ama, está completamente fora de questão.

Como eu já comentei em outros episódios, saladas também não estão mais no meu cardápio. Apesar de que era em pouca quantidade, sempre tinha alface e tomate no meu prato. Mas por elas fazerem digestão muito rápida, e meu intestino não vai fazer a absorção necessária.

Desde criança, tive a mania de comer algum doce depois da comida, além do chocolate fazer do meu ia a dia. Agora tudo isso tento aprender que está fora de questão. É psicologicamente dolorido, porém já percebi o quanto pode prejudicar o meu cotidiano.

Era certo, toda sexta-feira eu pedia um X-salada-bacon no trailer perto de casa. E ainda não consegui encontrar um ingrediente desse lanche que agora eu posso comer. Tudo fora do check-list, por isso nem gosto mais de ver.

Sobre o refrigerante, que era quase uma bebida diária para mim, eu pensei que eu sentiria mais falta, mas muito pelo contrário, hoje consigo olhar para ele e quase não sentir vontade de tomar um copo gelado.

Um aprendizado desses últimos três meses foi comer algo permitido ainda em casa, antes de sair ou então levar algo que não vai fazer mal, incluindo o suco de maracujá com adoçante sucralose.

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