Fila: um caso sério!

Hoje, eu quero conversar com vocês sobre um assunto que o brasileiro, com ou sem deficiência adora: a fila. Todo mundo sabe que o brasileiro não pode ver uma fila dando sopa que ele já entra. Eu vejo isso direto, no meu trabalho.

Está no consciente e no inconsciente de todos que as pessoas com deficiência, principalmente em cadeira de rodas, idosos ou com mobilidade reduzida, têm direito à preferência em filas de modo geral, né?

Porém, a experiência diz que em alguns casos é necessário bom-senso, muito bom-senso. Mas vocês devem estar pensando: “Mas como assim, Daniel?” Eu explico.

Quando ela é fundamental? Quando a integridade do indivíduo está em risco. Lembrando que isso pode ser apenas “o estar parado muito tempo no mesmo local”.

Quando ela pode ser relevada? Eu particularmente adoro ficar com a galera, trocando aquela ideia. Se  alguém me oferece para ficar na frente, pergunto se meus amigos podem ir comigo, se puderem, beleza. E vou. Se não puderem, beleza também, agradeço e fico lá com os candangos na fila. Pois, que graça tem ficar sozinho lá na frente, esperando o pessoal?

Porém, tem um alerta que precisa ser feito. Quem já viu uma criança de colo passar nos braços de várias pessoas para poder passar na frente em uma fila? Quem já viu um “cadeira-boy” por aí? Cadeirantes fazendo serviços de banco para empresa que trabalham só porque eles podem pegar a fila preferencial.

Claro que não condeno os cadeirantes que fazem isso, eles só estão  cumprido ordens da empresa. Mas as empresas que se prestam a fazer isso não têm vergonha na cara, né?

Aliás, alguém já notou que há caso de que as filas preferenciais estão maiores e demoram mais do que a “fila normal”?

Artigo originalmente publicado no Portal Meon.

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