Eu me remexo muito

Gente, eu estava lendo uns textos antigos do meu computador e encontrei um lá de 2010, de quando o Reflexão Sobre Rodas era famosão. Achei que seria interessante republicá-lo.

Às vezes eu me pergunto: por que um cadeirante vai a uma festa e não dança? Se ele ficar parado na mesa, vai se empanturrar de salgadinhos e não vai se divertir. O ser humano que está na cadeira de rodas tem o mesmo direito de mexer o esqueleto que todo mundo! Ta certo que a gente tem dar aquela adaptada, mas até a “macarena” dá pra dançar .

Com a ajuda da um amigo ou uma amiga, a gente faz umas manobras radicais. Mas tem que seguir uma regra básica do teatro e da dança: tem que confiar plenamente no “partner” (gastando inglês, né?), senão o cabra fica tenso e dança não rola.

Dançar de uma forma mais lenta com, no meu caso, a parceira também é um modo interessante para exercitar este tipo de expressão corporal e cultural. O cadeirante segura com uma das mãos na parceira e outra mão vai na roda para a cadeira se mexer também.

Agora, de rosto colado um pouco complicado, pra não dizer impossível, quando se tem uma cadeira de rodas no meio. Aí, aquela intimidade que se tem numa dança romântica, admito, fica prejudicada, o que pode atrapalhar numa possível conquista.

Mas o que importa é o cadeirante não ficar parado, mexer o corpo com a dança faz bem para o corpo e para humor, além de gerar uma interatividade bem grande com o resto do mundo.

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