A deficiência versus militarismo: um duelo que parece não ter fim

Deficiência versus militarismo mais uma vez põe em xeque os direitos humanos há milhares de anos
Deficiência versus militarismo mais uma vez põe em xeque os direitos humanos há milhares de anos (Arquivo pessoal de Vinícius)

A reprovação que dois vestibulandos com deficiência visual pelo ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutica), em São José dos Campos, traz a discussão um problema histórico. A deficiência versus o militarismo.

Revelada por Poliana Casemiro do G1 da Vanguarda na semana passada, a informação se baseia no argumento de que eles não estariam aptos a se matricularem na instituição de acordo com os testes de clínicos do serviço militar.

Embora os candidatos com deficiência não fossem​ carreira na Aeronáutica, eles eram obrigados​ a realizar todos os testes das Forças Armadas.

Vinicius Ribeiro, de 19 anos, tem ambiopia em um dos olhos. O problema causa a perda de 15% da visão. Enquanto Andrey Chen, de 17 anos tem estrabismo. Os familiares dizem que a decisão é discriminatória.

Considerado um dos vestibulares mais concorridos do país, o exame de acesso ao ITA oferece cursos de graduação em diversas áreas da engenharia aeronáutica. Localizado em São José dos Campos é referência nacional na formação do segmento.

Ponto de vista: a deficiência versus militarismo é um duelo desleal

Presença constante nos livros de história, o embate deficiência versus militarismo já causou a eliminação de muitas pessoas com defeito físico. Acreditava-se que se ela não tivesse condições de lutar em uma guerra,  deveria ser morta.

É claro que os tempos mudaram e isso não é mais desculpa. O grande questionamento dessa decisão é porque​ um candidato que não vai seguir a carreira militar tem passar pelo mesmo crivo de quem vai.

Se fosse para seguir o que reza a Lei Brasileira de Inclusão, essa medida seria completamente ilegal. Entretanto muito do que se aplica para a legislação civil é válido nas leis militares.

De acordo com a reportagem do G1 Vanguarda, as famílias dos estudantes não devem entrar na Justiça. Elas pois não teriam condições de arcar com advogados​. Porém vão tomar medidas administrativas para tentar reverter a situação.

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