O dia que o meu intestino deu um nó – Ep. 2

Atualizado em 13 de fevereiro de 2017, às 20h28
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Vamos, então,  à segunda parte do dia que que meu intestino de um nó. Para desespero dos meus pais, os médicos que assumiram o meu caso deixaram bem claro que a situação era grave. Os riscos  da cirurgia eram grandes.

Não sei bem quanto tempo fiquei sob os efeitos da anestesia. Eu acordei com um negócio dentro da minha boca, que me incomodava muito. Depois de algumas tentativas, consegui tirar, mas ainda estava sonolento e por conta da minha arte, os enfermeiros me amarraram na maca.

Felizmente, meu quadro era suficiente para a retirada, mas que deveria ter sido feito por um profissional treinado e não pelo paciente. A minha sonolência era constante, por causa de tanto remédio para conter o vômito.

Me lembro bem que quando acordei via relógios por todos os lados na parede. Depois de um tempo, o pessoal da UTI me explicou que tudo aquilo era para o  paciente se orientar

Até que funcionava e isso de certa forme me deixava incomodado. Durante o dia, eu começava tirar um cochilo, chegava a sonhar e incrivelmente tinha passado apenas cinco minutos. Era impressionante.

Fiquei uns seis dias sem por nada na boca, alguns deles, nem água podia. Quando fui autorizado a comer, minha primeira dieta tinha chá e gelatina. Mas depois de um tempo, ter a gelatinosa no almoço e na janta, deixou a sobremesa bem enjoativa.

Foram dez dias e meio de tratamento intensivo, mas que pareciam intermináveis. Apesar de ainda me sentir fraco, eu queria sair dali o mais rápido possível. Minha rotina era comer gelatina, tomar chá e esperar a visitas de meus pais e meu ir irmão duas vezes ao dia.

À noite, por incrível que possa parecer, eu tinha dificuldade para dormir continuamente. O turno, apesar de mais calmo, era bem movimentado e sempre tinha algo para fazer.

Nota: Este post precisou ser reeditado devido a problemas técnicos no blog.

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