Antes de cair na folia

carnaval

Nunca fui um carnavalesco de carteirinha e abadá. Aliás, na adolescência eu era um rebelde sem causa e fazia questão de dizer que não gostava e que eu ia descansar, em vez de colocar o meu bloco na rua.

Com o tempo, fiquei mais tolerante com a folia generalizada e comecei a participar da festança mais popular do Brasil. Entendi que poderia ser importante no fator inclusão, além de me divertir de verdade.

Mas sempre fui pra rua com meu irmão, primos e amigos. Nunca fui muito de participar dos “blocos da inclusão”. Acho que fazer a minha folia por conta própria era significativo para ser visto junto às demais pessoas.

O que vale é se misturar com quem estiver na folia também. Como já escrevi em outros momentos carnavalescos, algumas recomendações são necessárias na hora  de ir para a rua nos próximos dias e noites de festa sem fim.

Principalmente para o pessoal da cadeira de rodas, é essencial ter atenção para os foliões de plantão não saírem com a gente e ainda gritarem: “Acelera, Ayrton!”.  Sim, isso ainda acontece. Além de tomar cuidado para os confetes e serpentinas não entrarem nas engrenagens da cadeira.

Quem encontrar um cadeirante ou alguém com outra deficiência é mais fácil perguntar antes se a pessoa quer sair correndo no meio de todo mundo. Depois disso, o negócio é se divertir onde for.

Bom, volto na quinta-feira, depois do carnaval.

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