Verônica Hipólito é sucesso nas pistas e na frente das câmeras

14650506_827836803986465_5770074057011351906_n

Quem disse que meus desafios da Paralimpíada do Rio terminaram com a viagem e o fim dos jogos? Que nada, ainda tinha um desafio jornalístico: entrevistar um atleta, ou melhor, uma atleta. Talvez a mais extrovertida que apareceu na mídia da delegação brasileira, Verônica Hipólito, a Magrela.

Confesso que não faz muito tempo que ouvi falar dela pela primeira vez. Inclusive foi neste ano mesmo, quando ela participou da celebração do Revezamento da Tocha Olímpica aqui em São José dos Campos.

Sob os gritos de #vaimagrela, ela, que tem 20 anos, conquistou uma medalha de prata e outra de bronze nos 100m e 400m rasos respectivamente, na Rio 2016. Além das provas de velocidade, Verônica participou do salto em distância. Tudo dentro da classe T38, dedicada a atletas com paralisia cerebral leve.

Como aqui no blog costumo falar sobre mídia e deficiência, nada melhor do que conversar com ela, que é a campeã em vídeos e lives na internet, principalmente em sua página no Facebook. Presença garantida nos programas do Sportv2, a participação de Verônica sempre era a mais esperada pelos telespectadores.

Apesar de toda a espontaneidade e um jeito característico de se expressar, ela diz a uma medida entre a jovem extrovertida e a atleta. “Considerando que existe a Verônica Hipólito atleta, que mostra os amigos e fala de diversos assuntos e acredita que devem ser falados, e a Verônica Hipólito pessoa, que tem muitos amigos, e não pode estar filmando o tempo todo, o eu tenho que conseguir, de um jeito leve e natural falar sobre tudo, sem falar tudo mesmo. Hahaha Afinal, existe a vida pessoal também né?”

Junto com Daniel Dias, a Magrela engrossa o coro de que o atleta com deficiência precisa ser visto pelo resultado esportivo. “Conversamos muito sobre isso. E espero que um dia não tenhamos mais que conversar, porque a visão das pessoas vai realmente mudar”, comenta.

Se tem uma palavra que foi ouvida e pronunciada quase todos os dias durante os anos de preparação da Rio 2016, esta palavra foi legado. E apesar da pouca divulgação na TV aberta, o grande legado dos Jogos esteve na Paralimpíada.

Com 20 anos e muita historia esportiva para fazer, Verônica Hipólito também pretende deixar o seu legado para o movimento paralímpico. “Eu realmente quero deixar o legado do exemplo. Acho que é a única coisa que ninguém nunca vai destruir, nem mesmo o tempo. Mostrar para as pessoas que tudo é possível, desde que você trabalhe sempre duro por isso”, completa a medalhista paralímpica.

Quem quiser conhecer mais um pouco da Verônica é só acompanha-la pela página no Facebook. Ah, curte a dela e a minha, tá?

Deixe um comentário