Blog: ter ou não ter? Eis a questão

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Fala galera, tudo certo? Faz tempo que não começo assim um post, né?

Ontem, no meio da aula de pós-graduação, me dei conta que já faz dez anos que comecei a escrever regularmente em um blog. Foi lá em agosto de 2006 que eu, eu estudante do terceiro ano de jornalismo, criei o Reflexão Sobre Rodas.

Pelo que eu me lembro, eu queria publicar os textos que eu fazia na faculdade, pois de alguma forma achava pouco que só os professores e amigos da turma lessem os meus escritos. Sim, eu era bem pretensioso rs.

Naquela época, a rede social mais conhecida por aqui era o tal do Orkut, que nunca teve muito o objetivo de compartilhar informações, com exceção dos fóruns de grupos. O jeito era ter um blog mesmo.

Nunca fui muito de planejar o conteúdo, quase sempre publiquei aquilo que achava relevante pra mim (Foquinhas, jamais façam isso se quiserem ter algum retorno em qualquer tipo de mídia). Depois de mais ou menos três anos e já formado, resolvi que eu deveria escrever sobre os temas relacionados a inquietações e perrengues das pessoas com deficiência.

Ao notar que isso de certa forma estava dando resultado, tive a cara de pau de apresentar um projeto com este modelo ao VNews, então portal de notícias da Vanguarda, afiliada da Globo em São José. As discussões nos comentários eram sempre constantes.

Preciso reconhecer para vocês que essa época me deu alguns minutos de lugar ao sol, principalmente quando eu falava mal de algo relacionado à acessibilidade ou comportamento. Em 2011, mais dois amigos jornalistas, Rodrigo Almeida e Tancy Costa, e eu resolvemos lançar um projeto mais profissional, criamos o Guia Inclusivo também na forma de blog.

Nessa época, o Twitter e o Facebook caiam mais no gosto do pessoal e foi quando descobrimos que podíamos falar nesses lugares e sermos ouvidos pelos outros. Tudo isso instantaneamente e sem a necessidade de criar um local próprio, como é um blog.

Em junho de 2012, saí do Guia Inclusivo para assumir o cargo de servidor público de São José e passei a ser apenas um “consumidor” de blogs e publicando conteúdo pessoal no Facebook. Pois, afinal, não conheço ninguém que usa e não faça isso, né?

Claro que sempre mantive um blog como este para escrever alguns devaneios jornalísticos, sem muito critério e periodicidade.

Na aula de ontem, que era sobre o impacto das tecnologias na sociedade, me dei conta de que blog não está entre as principais fontes de informações das pessoas e talvez não tivesse sido. Concordam ou não?

Minha grande dúvida é: como se relacionar com essa ferramenta que jornalistas e formadores de opinião gostam tanto? Com a palavra, vocês…

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