Inclusão não é bolo

11225165_889701374455503_8478213843270919547_nFala aí, meu povo!

Às vezes, pensamos que fazer a inclusão social das pessoas com deficiência é igual a preparar um bolo.

Precisa-se de tantas rampas, X semáforos sonoros, equipamentos de alta tecnologia em tudo quanto é lugar, entre outros recursos.

Então depois, você faz curso de LIBRAS e sai mexendo as mãos para todo mundo. Aprende também Braille e audiodescricão e de repente descreve tudo que vê.

Sabe, como ninguém, as expressões mais bem aceitas pelos ativistas da causa, além de ter o discurso do que é errado, nem sempre o do que é certo, na ponta da língua.

Pronto, agora você é um agente da inclusão? A experiência conta que isso tem seu valor, pois vai servir de ferramenta para moldar um novo comportamento.

Mas estão nas atitudes cotidianas as verdadeiras demonstrações de inclusão social.

Nota-se que, ao longo dos anos, empunhar a bandeira das pessoas com deficiência é um dos poucos atos que agrada a maioria da sociedade, sobretudo quando se trata de dar acesso.

É bem comum ouvir as pessoas falarem:

“Que absurdo essas calçadas cada uma de um tamanho!”

“Como assim não tem vaga para estacionar? Esse povo não respeita nada mesmo!”

“Que absurdo não ter rampa, será que eles acham que o deficiente (sic) não sai na rua?!”.

São frases que têm se tornado lugar-comum que, ao tentar expressar indignação, também dão a sensação de que, para muitos, é uma fala fácil de se aprender e simplesmente repeti-la.

Não precisa se esforçar muito para perceber que o discuso esbarra, e estaciona, na falta de atitude. Na escola, no trabalho ou em qualquer outro lugar, é necessário descobrir quais são as possibilidades reais frente ao cotidiano.

Agir com bom-senso e verificar a melhor forma de se extrair o potencial da pessoa é o caminho mais efetivar verdadeiramente a inclusão.

Cada pessoa apresenta condições diferentes, às vezes vai sim precisar de um apoio tecnológico ou apenas uma adaptação dos móveis no ambiente de trabalho ou na escola.

O bom-senso também pode vir de quem tem a deficiência. Demonstrar o potencial e alertar a respeito de possíveis melhorias ou alternativas são atitudes que cabem a quem passa pela dificuldade.

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