Durante boa parte do tempo que estou trabalhando fora de casa, almoço em restaurantes quase que diariamente. Mais do que o preço, preciso escolher (às vezes não tem nem opção) aquele que me oferece alguma condição de acesso. Um desses requisitos é a mesa, móvel fundamental nesta hora tão sagrada.

Na maioria dos restaurantes, lanchonetes e praças de alimentação (essa última menos), costumam utilizar mesas em “X” para atender seus clientes, muito provavelmente, porque elas são bem mais fáceis de guardar, caso necessário.

Porém, elas muito pouco colaboram com aqueles que andam de cadeira de rodas, pois, a mesa, que pode possuir diversos formatos e tamanhos para a maioria das pessoas, tem que ter acesso livre na parte de baixo, para que as rodas e o apoio dos pés entrem e quem está sentado nela possa se acomodar de forma correta.

Esses dias, fui convidado para me sentar com um grupo de amigos que estavam no restaurante que frequento ao lado de onde trabalho. As mesas que estavam disponíveis naquele momento estavam no fundo do salão.

Isso, por si só, já seria uma odisseia, pois atravessar todo o local perpassando as demais pessoas acomodadas, foi um desafio e tanto. Ao chegar lá, as mesas que estavam mais à vista eram as temidas mesas em “X”. Depois de tentar fazer algumas ginásticas para tentar encaixar a cadeira, preferi mudar para uma mesa com outro formato de pés.

Então, ter algumas vezes que possa facilitar o acesso, com mesas que não tenham entraves nos pés, também é uma forma de colaborar com a inclusão e não custa ao cadeirante perguntar se há uma mesa com o espaço livre nos pés. Se no momento não houver, faça a sugestão.

Corredores
Outro fator que pode ajudar no acesso, é manter ao menos alguns corredores com mais espaços entres as mesas, de preferência, com as mesas mais acessíveis.

Até a próxima coluna.