O tempo de cada um

Um dos principais aspectos do  processo de inclusão das pessoas com deficiência, sobretudo das que possuem mobilidade reduzida, é o respeito que é necessário ter ao tempo que elas executam as atividades, sejam elas quais forem.

Já escrevi um pouco sobre isso, quando falei do ambiente de trabalho, em uma das primeiras colunas. Mas uma passagem do meu último fim de semana me fez relembrar  o assunto.

Um grande amigo me chamou para assistir ao jogo de basquete do São José na casa dele. Ele tem um irmão que tem paralisia cerebral. Eles moram em um sobrado que, claro, tem escadas. Meu amigo me contou que seu irmão anda pela casa toda, se locomovendo a seu modo, inclusive pelas escadas, mas tudo a seu tempo. Ele frisou, obviamente que tudo é acompanhado pela mãe deles.

Permitir que as pessoas com deficiência façam atividades corriqueiras, mesmo  que em um tempo bem maior do que alguém sem deficiência, é abrir as portas para a descoberta das possibilidades física e psicologicamente.

Estamos em uma sociedade que é exigente em relação ao tempo, porém, é importante que ele seja respeitado.

 

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