Obrigado, Guia!

Sempre que ia fazer algum tipo de balanço sobre o tempo que estou escrevendo sobre inclusão de pessoas com deficiência, dizia que não conseguia enxergar mudanças claramente. Desde o dia 8 de março de 2009, quando direcionei meu blog (reflexão sobre rodas) para este tema, presenciei diversos discursos e projetos para este segmento que podem ser interpretados de diversas maneiras, conforme a cultura e o interesse de cada um.
Nos últimos dias, quando comecei a pensar o que escrever neste post, relembrei de diversas etapas da minha vida e de muitas pessoas que ao longo de mais de duas décadas “desbravaram” a trilha da inclusão.
Por exemplo: a luta de vários pais parra com seguirem colocar seus filhos com deficiência na escola infantil, depois no fundamental, quando se criaram a salas especiais para nos atender. O desbravamento também de sair daquelas salas para adentrar no “mundo das salas normais”.
No meu caso, mudei de sala, mas permaneci por mais um ano para eu me adaptar. Posteriormente, fui para uma escola perto da minha casa, entretanto, no começo, não queria me aceitar por absoluto despreparo.
Fiquei quatro anos lá, onde fiz muitos amigos que guardo a amizade até hoje. Ao chegar ao ensino médio, a escola, construída na década de 70, não era nem um pouco adaptada no dia da matrícula, mas já no primeiro dia letivo, já possuía algumas reformas que facilitava e muito a minha permanência.
Na faculdade, ser o primeiro aluno do curso com deficiência me fez ser um bandeirante também no mundo acadêmico superior, fazendo diretores e professores quebrarem um pouco a cabeça.
No entanto, ainda falta algo para desbravar. Embora já com algumas tentativas, o emprego é algo que não tive grandes oportunidades, muito por despreparo de ambas as partes. Mesmo a contragosto, tomei coragem e resolvi prestar um concurso público. Para minha surpresa, fui aprovado já na primeira vez, através da famosa Lei de Cotas.
Desde que soube da notícia, comecei a pensar o que fazer quando assumisse o cargo. Admito, foi difícil, levei em consideração diversos fatores (pessoais e profissionais) e concluí que será melhor eu me dedicar ao novo trabalho e me afastar do Guia Inclusivo. Principalmente em respeito a vocês, leitores, pois, com certeza, não terei condições de oferecer um conteúdo de qualidade, pelo qual sempre prezei.
A partir de amanhã, apenas minha colega Tancy Costa será responsável pelo blog. A ela, desejo toda sorte e a agradeço pela parceria nestes quase 17 meses que trabalhamos juntos e os 15 meses com o Rodrigo Almeida.
Agradeço também aos parceiros pela disponibilidade e paciência que tiveram comigo.
E por fim, um agradecimento muito especial a vocês, leitores do Guia Inclusivo, por me acompanharam minhas reportagens e artigos com críticas, sugestões, elogios ou um simples: “Eu te leio, viu?”. Muito obrigado mesmo.
O Guia Inclusivo é um sonho realizado, que fica guardado no coração.
Valeu, galera!

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