O desrespeito e aquele “jeitinho brasileiro”

Uma fila quilométrica para adquirir o ingresso do show de uma banda famosa. A fila para se pagar a conta no banco ou no supermercado. Essas são situações cotidianas que quase todos já enfrentamos.

Nesses casos, todos sabem que pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, incluindo idosos, têm preferência nas filas ou um guichê específico. Entretanto, não é incomum ver que pessoas, sem esse direito, dão aquele “jeitinho brasileiro” de se aproveitar da situação.

Levar um idoso ou alguém com deficiência apenas para “cortar a fila” é, no mínimo, um desrespeito a todas as pessoas. Não me refiro aos casos em que realmente a pessoa com deficiência ou idoso também se beneficiará, pois ela está no direito dela. Mas sim quando ela é usada como “transporte” para benefícios de terceiros somente.

Também é lamentável o comportamento das pessoas que aceitam a fazer isso, muitas vezes, por um trocado, um lanche qualquer ou mesmo por ingenuidade.

Infelizmente, a cultura assistencialista está presente ao longo da História de nosso país. Basta se lembrar dos portugueses que, quando atracaram por essas terras, davam “presentinhos” aos nativos para conseguir algo em troca. Embora a legislação não permita, sabemos que muitos políticos ainda compram votos com pequenos favores e presentes.

Depois, reclamamos da corrupção de nossos eleitos que estão estampadas em todos os jornais, inclusive, fora do país. Não adianta esbravejarmos contra eles, se nas atitudes cotidianas, as pessoas também são corruptas e corruptíveis, até mesmo na fila da compra de um ingresso.

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