Cuidado com o esteriótipo da deficiência

Segundo o dicionário Aurélio, estereotipia é o “processo de se duplicar uma composição tipográfica, transformando-a um uma forma compacta, mediante modelagem de uma matriz”. Dela, deriva-se o verbo estereotipar, que é “imprimir por estereotipia. Tornar fixo, inalterável”, também de acordo com o Aurélio.

Mas aí, alguns podem se perguntar: o que isso tem a ver com deficiência e inclusão? Digamos que tem tudo a ver. Lembro-me de ter ouvido falar nesta palavra na faculdade, durante as aulas de Teoria da Comunicação e não sei bem o porquê, mas ela me marcou muito.

Já falamos várias vezes sobre como a mídia trata das pessoas com deficiência, seja como entretenimento ou nas notícias. Muitas dessas  vezes, foram críticas a forma como isso foi mostrado para o público. Os meios de comunicação, no Brasil principalmente a TV, são os grandes responsáveis de criar “moldes”, “tipos” e formas de se pensar da sociedade. Parece discurso ideológico, porém, é verdade.

Como um segmento social, as pessoas com deficiência estão sujeitas a  serem “moldadas”, não apenas pela mídia, mas por todos, muito pela falta de contato e poucas referências que se tem a respeito do assunto.

Para mim,  cada caso tem ser visto como único, pois tudo pode variar. Desde a origem, a causa da deficiência até o meio social que ela habita. As sequelas de um mesmo acidente podem ser diferentes para duas pessoas. Por exemplo, uma fica paraplégica e a outra tetra, porém, isso ainda é uma situação bem simples.

Todos têm suas possibilidades e o meio em que vivem vai dar a oportunidade, ou não, de desenvolvê-las. Penso que não deve pegar deficiências de diferentes origens e compará-las. Isso, infelizmente, ainda acontece muito. Posso afirmar por experiência própria.

Não se pode esperar que uma pessoa tenha  atitudes e possibilidade iguais a outra, apenas pelo fato de as duas terem alguma deficiência, mesmo que seja semelhante a princípio.

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