Autismo ainda é tabu para muitos

Nunca tive muito contato com pessoas com deficiência intelectual, apesar de o assunto sempre estar presente nos lugares onde frequento desde a infância. Mas com bem pouca informação a respeito, confesso, por desinteresse.

Ontem, tive a oportunidade, junto da minha colega de blog, Tancy, de acompanhar uma palestra sobre autismo, promovida pela Sociedade Holística de São José dos Campos. Conduzida pela doutora em psicologia Lilia Maise, a palestra tinha como finalidade sanar as dúvidas de pais e professores em relação ao autismo.

Para mim, tudo era novidade, mas deu para notar que os conceitos que a psicóloga abordava eram novos também para a maioria dos presentes, o que me chamou bastante a atenção.

O autismo é uma desregulagem no processo de comunicação entre a pessoa e seu ambiente social. Em alguns momentos, pode haver uma hipossensibilidade, ou seja, pouca ou lenta reação, aos estímulos externos. Em outros momentos, pode haver uma hipersensibilidade a esses estímulos. A pessoa pode ter uma reação precoce e bem mais aguda de algum estímulo. Pode ser em uma conversa, uma atividade escolar, ou qualquer aspecto que exija dela uma interação social.

Entretanto, não é simples se diagnosticar o autismo. Pode levar bastante tempo para um especialista levantar as características  que evidenciam o autismo, mas que são necessárias para elaborar o tratamento mais adequado.

Lilia ressaltou, por diversas vezes, que o ambiente que vai receber um autista precisa estar preparado, principalmente na escola. Seja a sala de aula com recursos que facilitem a sua aprendizagem a seu próprio tempo, como também orientar os colegas de que é preciso se respeitar a dificuldade do autista.

Como já disse, notei que a maioria dos professores presentes não se sentia preparada para trabalhar com um aluno autista. Todos reclamavam de falta de suporte e de metodologias para se desenvolver com cada aluno e suas peculiaridades.

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