Acessibilidade x inclusão

Desde que comecei a escrever sobre deficiência, modéstia à parte, já tem certo tempo, sempre que ouço falar de inclusão de pessoas com deficiência, o assunto na esmagadora maioria das vezes se remete à acessibilidade. Vou confessar: isso me deixa bastante preocupado.

Claro que a acessibilidade é um dos principais pilares deste gênero de inclusão. Vale lembrar que inclusão não tem a ver só com pessoas com deficiência, mas com todo grupo minoritário que não faz parte dos padrões de uma sociedade.

Nós aqui no blog focamos as pessoas com deficiência por termos mais familiaridade com este segmento. Apesar de termos “Inclusivo” no nome, sabemos que a expressão não se limita somente à deficiência.

Bem como, a deficiência não está atrelada apenas à acessibilidade. Desde o começo, procuramos abordar os mais diversos assuntos a respeito de nosso foco. O relacionamento interpessoal e a aceitação de alguma limitação, seja de si mesmo ou do outro, também são fatores preponderantes para esta inclusão.

O namoro, o trabalho, o entretenimento, a escola, atividades esportivas e outras podem até precisar de acessibilidade. Mas de que adianta você ter tudo acessível se não há a atitude, a motivação de se querer estar presente na sociedade? Obrigar a cumprir as normas e a legislação é a parte mais fácil de todas. Já tem tudo (ou quase) para ser cumprido. Falta mesmo é querer.

Já vi diversas vezes também usarem o neologismo “acessibilidade atitudenal”, como se atitudes comportamentais na promoção da pessoa com deficiência fossem sinônimos de acessibilidade, o que não é.

Reduzir um ao outro é se esquecer de que a pessoa com deficiência é um ser social e que diversos fatores são imprescindíveis para promover a inclusão. Além de jogar nas costas do outro a responsabilidade de se fazer algo.

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