Tecnologia inclusiva além da inclusão

Um dos maiores temores dos jornalistas e articulistas é que suas ideias e argumentos não sejam compreendidos. Uma vírgula mal colocada, a falta de um ponto ou mesmo um deslize na concordância da frase podem ser fatais para interpretação de um texto.

Gostaria de compartilhar com vocês uma experiência bastante interessante que tem tudo a ver com o Guia Inclusivo. Há algumas semanas, tenho utilizado um leitor de tela para pessoas com deficiência visual para revisar meus textos, sejam do Guia Inclusivo ou de outros trabalhos.

O programa lê o que realmente está escrito, então, qualquer errinho é perceptível a ele. Até mesmo porque ele não “sabe” que está errado. Isso me fez lembrar de quando eu escutava muito rádio, pois o texto lá precisa ser claro e bastante objetivo.

Meu hábito de ouvir rádio colaborou para notar com mais facilidade algum erro que meus olhos não tenham visto.

Essas mesmas características fazem parte das técnicas de produção de conteúdo para internet, conhecidas como webwritting. Ter um texto que seja de fácil compreensão para todos os públicos é essencial para a promoção da inclusão.

Como jornalista, acredito que o leitor tem que ter interesse e se sentir atraído pelo conteúdo. Qualquer aspecto que prejudique atenção e a compreensão dele, faz com que possamos perder o leitor.

A experiência pela qual estou passando fez ter certeza de que os produtos voltados para suprir uma deficiência têm utilidade para as outras pessoas, pois facilita determinadas atividades. Quem mais já tinha observado isso?

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