Deficiência intelectual no ambiente escolar

A deficiência intelectual é, reconhecidamente, a mais complexa de desenvolver projetos educacionais. Diferente das outras, ela não possui uma ferramenta exata que auxilie no trabalho.

Nós, do Guia Inclusivo, também temos bastante dificuldade em abordar temas relacionados à deficiência intelectual. Vocês mesmos podem notar que são muito poucas as vezes que tratamos dela no blog.

Entretanto, publicações da área da educação buscam orientar os professores neste sentido. Percebemos uma recomendação constante nesses materiais e que coincide com a opinião de nossa colaboradora Luciane Molina, em outros textos. “Os professores devem entender as dificuldades que o aluno possui e desenvolver atividades que as supram”.

A revista Nova Escola, em reportagem veiculada na edição do mês passado, ressalta que, no caso da deficiência intelectual, essas dificuldades têm basicamente três aspectos em comum: a concentração, a comunicação e a capacidade entender a lógica de funcionamento das línguas.

Esses alunos precisam ter um ambiente sempre com as mesmas características e uma rotina para que eles fixem suas atividades. “Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo”, disse Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) à revista Nova Escola .

Manter a concentração do aluno é outra recomendação. Ferramentas lúdicas, de acordo com as características de cada disciplina, podem exercitar a mente do aluno. Eles precisam sempre fazer parte das atividades em grupo, mesmo que seu exercício seja diferente dos demais, mas com o mesmo conteúdo.

A comunicação é o terceiro aspecto básico que deve ser trabalhado. Estimular a interação do aluno. O uso de músicas, brincadeiras orais e leituras em voz alta, com a entonação adequada são atividades que instigam oralidade do estudante.

O professor tem que estar aberto e comprometido a ensinar alguém com deficiência, não importa a dificuldade, nem a idade, que, muitas vezes ainda, pode ser bem diferente dos demais colegas de classe.

Deixe um comentário