Nadador de Pindamonhangaba quer estar em Londres

Nascido em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, o nadador paralímpico, Matheus Henrique da Silva, começou a nadar por recomendação médica, aos 7 anos. Hoje, dez anos depois, faz parte da equipe brasileira de natação para pessoas com deficiência.

“Foi uma grande satisfação e um sonho realizado poder fazer parte da equipe que representa o Brasil pelo mundo afora”. Matheus foi campeão brasileiro do interior em 2010, o que lhe rendeu a vaga na equipe nacional de natação.

Matheus ainda não possui índices para disputar as Paralimpíadas deste ano que ocorrerão em Londres, entre os dias 29 de agosto e 9 de setembro. Mas ele foca os treinamentos e as competições, para alcançar este objetivo.

O nadador treina cerca de duas horas por dia, em dois períodos, além de fazer musculação três vezes na semana. Até o ano passado, ele estudava, treinava apenas um período e contava com a colaboração dos professores para conciliar as atividades sem se prejudicar nos estudos. “Agora, meu foco total é conquistar uma vaga para Londres”, diz.

Especialista nos 100 metros no nado peito, ele conta que ainda tem algumas chances para conquistar uma vaga para as Paralimpiadas de Londres deste ano. “Tenho confirmado o Campeonato Brasileiro que acontece em junho e um campeonato na Alemanha no mesmo mês”, afirma, sem revelar a marca que precisa alcançar.

Viver de “paitrocínío” não tem jeito

Uma das grandes dificuldades de todos os atletas é conseguir patrocínio para treinar e participar das competições. Matheus conta que recebe a bolsa que o governo federal concede em conjunto com o Comitê Paralímpico Brasileiro, além de uma ajuda de custo da prefeitura de Pindamonhangaba.

“Sustentar um atleta de altorrendimento é muito caro, é preciso de mais patrocínio. Viver de ‘paitrocínio’ não tem jeito”, desabafa o nadador. Para ele, o esporte paralímpico precisa deixar de ser visto como apenas uma reabilitação. “Chega uma hora que ele vira emprego e muitas pessoas não conseguem ver isso”, comenta.

Matheus finaliza: “O esporte paralímpico vem em grande ascensão no país, mas ainda é preciso a melhor conscientização da população sobre o que é o esporte”.

Deixe um comentário