Na praia sem os pais

Para encerrar a série de artigos sobre férias, gostaria de compartilhar com vocês uma experiência que me aconteceu já no começo deste ano.

É muito comum, desde pequeno, que as pessoas realizem viagens sem os pais, no caso de menores, com a devida autorização. Mas, como diz um grande amigo, algumas coisas acontecem mais tarde para as pessoas com deficiência.

Uma tia resolveu alugar uma casa em Caraguatatuba, litoral paulista, para levar os sobrinhos para passar um fim de semana, tudo de última hora.

Quando ela me ligou para convidar, não confirmei se iria, até porque as postagens do blog iam retornar naquela segunda feira e geralmente deixo para escrever quase na última hora, mas quando percebi a movimentação dos meus primos, decidi adiantar o serviço e embarcar na história.

A mala

A primeira providência era arrumar a bendita mala. O que levar? Coloquei duas camisetas e duas bermudas mais novas, além do short para ir à praia e uma camiseta para dormir. Isso já encheu uma bolsa, gente!

A mochila

Este é o “segredo”, pelo menos o meu, para conseguir ir à praia sem os meus pais: a mochila com o material de higiene pessoal e de cateterismo (popularmente conhecido como fazer xixi com sonda).

Digo que este é meu segredo porque isso sempre foi o que mais me causou dependência de meus pais durante a vida. Há cerca de um ano e meio, senti a necessidade de aprender a fazer o procedimento sozinho e na própria cadeira de rodas. Mas ainda não tinha tido a oportunidade de viajar.

Pegamos a estrada e chegamos ao litoral. Claro que lá precisei de uma ajuda apara entrar no banheiro, e minha tia e meu irmão colaboraram bastante.

Além da parte “prática” de ir à praia pela primeira vez sem meus pais, tem a sensação maior de liberdade, entretanto também se mistura com a de que está faltando algo, sabem?

A experiência foi excelente e espero em breve ter outras oportunidade.

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