O fator motivador

Um acidente pode mudar completamente a vida de uma pessoa e de seus familiares. Os planos, a curto e a longo prazo, são repentinamente modificados e ela é levada a uma realidade em jamais se imaginou fazer parte.

Evandro Bonocchi, que já esteve presente em várias reportagens do Guia Inclusivo, tornou se paraplégico após sofrer um acidente quando voltava do trabalho, em Ubatuba, litoral paulista, em agosto de 2005. Ele teve uma lesão medular na vértebra T3 (região do tórax), aos 29 anos e foi obrigado a voltar a morar com os pais.

Ele conta que nos primeiros meses pensou que ia passar o resto da vida deitado, pois não conseguia nem se sentar. Entretanto, depois de um tempo, começou a pensar que poderia reverter aquela situação. “‘Se eu tivesse mais uma chance, aproveitaria ao máximo’. Desde então, não me permito ficar na cama mais do que o necessário para recompor minhas energias, tento aproveitar e fazer tudo o que quero e posso”, comenta.

Bonocchi é palestrante motivacional e ele diz que costuma ressaltar em suas falas o valor da vida. “Eu provoco um choque nas pessoas, para elas procurarem dentro de si o que as motiva”, revela.

Evandro conta que, após cada palestra, recebe vários e-mails com perguntas sobre o que ele acha de cada situação e como se deve se tocar a vida. Ele diz que nota que as palestras mexem com o interior das pessoas.

Para encerrar a entrevista, ele deixa um recado: “Cada um tem que encontrar o que lhe motiva. É uma questão de escolha. Eu encontrei no esporte, com ele, eu tenho uma vida saudável e pude conhecer pessoas e lugares”.

1 comentário sobre “O fator motivador

  1. O pior tetraplégico é o inútil, quem não quer fazer nada e ainda se sente coitado, diz que não tem sorte e daí por diante. Evandro te admiro muito, que Deus o proteja e continue levando seu exemplo de vida para todos nós. Obrigada.

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