Caso de agressão a cadeirante, por vaga de estacionamento, completa um ano. Quem se lembra?

Nesta semana, completa-se um ano que estourou na imprensa o caso do advogado e cadeirante, Anatoli Morandini, que afirma ter sido agredido pelo delegado de polícia Damásio Marino, em São José dos Campos, após uma discussão por uma vaga reservada a pessoas com deficiência.

A história ganhou repercussão nacional desde o inicio, pois o primeiro jornal a divulgá-lo foi a Folha de São Paulo, no dia 20 de janeiro de 2011. O advogado dizia ter flagrado o delegado ocupando indevidamente uma vaga destinada a pessoas com deficiência e resolveu tomar satisfação.

Em entrevista ao jornal, na época , o advogado e cadeirante disse ter sido chamado de “aleijado” e mais um palavrão, sua única reação foi cuspir no carro.  Na mesma reportagem, o defensor do delegado afirmou  seu cliente foi “intimado” e estava parado na vaga, pois   esposa estava grávida.

O caso logo tomou conta das redes sociais e dos demais veículos de comunicação, em sua suprema maioria, repudiando o ato do delegado. Ele foi imediatamente afastado de suas funções, por 30 dias, e passou a ser investigado pela corregedoria da Polícia Civil.

As investigações se sucederam por alguns meses. O delegado Damásio Marino, que posteriormente foi transferido para outra Presidente Venceslau , foi condenado a prestar serviços comunitários, em agosto do ano passado.

Raramente, se vê um caso deste tipo e com tanta repercussão. Muitas pessoas consideram que a justiça não foi feita e que o delegado merecia uma pena maior.

Continuo com a mesma opinião de janeiro passado. Não é necessário chegar a tais consequências para se resolver um problema de vagas de estacionamento. Acontece que muitos querem ser espertos e a punição é quase que simbólica.

Essas pessoas acham que não serão flagradas e se forem, pagarão uma multa de pouco mais de R$ 50,00 e estará tudo resolvido.

Como o respeito ao próximo quase nunca é observado, é preciso que as punições sejam mais rigorosas e pesadas. A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) tem um projeto que lei que visa aumentar a multa para esta infração.

Se há algo de positivo na confusão entre o cadeirante, é que as pessoas podem ter ficado mais atentas a esta irregularidade já tão comum no dia a dia.

1 comentário sobre “Caso de agressão a cadeirante, por vaga de estacionamento, completa um ano. Quem se lembra?

  1. Nossa! Já faz um ano?
    Bem, independente do tempo que se faz, acredito que a questão ética e moral de muitos ainda não foi modificada e que muitos ainda também preferem pagar a multa do que deixar sua consciência/educação falar mais alto e não utilizar destas vagas.
    Acho que, mesmo com a punição da infração ser maior, ainda assim terão pessoas descumprindo a lei, pois, a punição moral e ética em sua consciência não existe.

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