Comércio inacessível

Ontem, minha colega Tancy Costa escreveu sobre os problemas que as pessoas com deficiência possuem quando vão ser atendidas, principalmente neste final de ano.

Hoje, abordarei outra dificuldade clássica, mais evidente também nesta época do ano: a acessibilidade nas lojas. De maneira geral, as lojas de roupas são as mais complicadas. Como já tratamos em outra postagem, isso acontece porque a maioria delas não tem provadores acessíveis.

Mas existem casos em que a acessibilidade é seriamente prejudicada. Tempos atrás, fui passear no centro popular de compras, aqui de São José dos Campos, não encontrei nenhum estabelecimento com rampa e todos possuíam degraus. Por mais baixos que fossem, eles estavam lá.

Entendo que boa parte daquelas lojas foi construída quando acessibilidade não era nem tema de lei. Mas mais do que cumprir uma legislação, é respeito com uma parcela de seus clientes que é a cada vez maior.

Há também aqueles locais que dizem ter a rampa, contudo, é tão inacessível quanto um degrau, porque são feitas sem observar as normas técnicas.

Aprecio muito produtos eletrônicos, de qualquer gênero, entretanto, muitas vezes me sinto impedido de vê-los porque os blocos de produtos não permitem que a cadeira de rodas transite entre eles, pois a distância é bem pequena.

Em shoppings, a situação melhora no que diz respeito às rampas, mas o lay-out das lojas também é prejudicial, sem contar a forma que os produtos são distribuídos nas prateleiras, como já falamos nos casos dos supermercados .

Os deficientes visuais encontram dificuldades também, pois quase nenhum piso-tátil e etiquetas em Braille.

A melhoria das condições de atendimento e acessibilidade traz benefícios para ambas as partes. As empresas precisam ver isso como um investimento e não como um gasto.

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