Pesquisa revela dados sobre empregabilidade de pessoas com deficiência

Sempre comentamos, aqui no Guia Inclusivo, que ainda há empresas que  costumam contratar pessoas com deficiência para cargos operacionais ou aquelas que possuem limitações que as não impeçam de realizar suas atividades.

Geralmente esses relatos são feitos com base em percepções pessoais dos autores ou de entrevistados, sem valor cientifico. Entretanto, desta vez, nosso argumento é comprovado por meio de uma pesquisa realizada pela i.Social, empresa especializada em inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, já citada no blog.

Segundo a pesquisa “Pessoas com Deficiência: expectativas e percepções sobre o mercado de trabalho”, 84% dos funcionários com deficiência são contratados para trabalhar em cargos administrativos nas empresas brasileiras. Contudo, nem todos costumam ser favorecidos com boas oportunidades.

Em entrevista ao site InfoMoney, o diretor da consultoria, Jaques Haber, afirmou que o principal problema está na qualidade das vagas oferecidas. “São vagas de base, operacionais. É quase impossível encontrar uma oportunidade de gerente ou coordenador, por exemplo.”, comentou.

Baixa qualificação?

A qualificação profissional foi outro aspecto verificado pela pesquisa, os dados revelam que dos  800 participantes, 35,4% deles declararam possuir Ensino Médio completo e 17,4% afirmaram estar cursando o ensino superior. Os que declaram ter concluído o curso universitário, entretanto, atingiram 20,2%, o que revela um importante dado do setor.

Os profissionais com algum tipo de deficiência que ainda estão cursando uma pós-graduação ou que já concluíram o curso representaram, respectivamente, 4,2% e 7,2% do total de entrevistados, mostra a pesquisa.

Empresas contratam pessoas com deficiências mais leves

Os números apontam que 71% das empresas preferem contratar pessoas com deficiências mais leves. De forma geral, a disposição das contratações se mantêm dividida entre os profissionais com deficiência auditiva (20,3%), visual (7,3%), múltipla (0,9%) e intelectual (0,5%).

“Às vezes, a resistência de contratação é do próprio gestor de uma companhia e não da área de recursos humanos em si. Trata-se de um problema cultural, que certamente deverá mudar com a próxima geração”, finalizou a entrevista Haber. 

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