Multicampeã, Rosana Selicani, não se vê longe das piscinas

“Mal conseguia nadar 25 metros”. É assim que a nadadora paraolímpica, Rosana Selicani, define sua relação com o esporte antes de sofrer um acidente de moto e ter a perna esquerda amputada, em 1991, aos 25 anos.

Pioneira na modalidade esportiva no Vale do Paraíba, Rosana estava grávida de sete meses quando sua vida mudou completamente com o acidente. Mas apesar disso, ela não perdeu a criança e ganhou motivação para superar os novos desafios.

Dez anos após o acidente, em 2001, Rosana começou a competir representando São José dos Campos, cidade onde mora desde os dois anos de idade. Ela conta que sua primeira competição foi em Suzano. “Foi tudo novo para todos. Fiz apenas uma apresentação, nadei 100m livre e 50m livre. Na época, algumas pessoas não gostaram e acharam que eu estava pagando o maior mico. Mas, sinceramente, nunca achei isso. Foi um ato de coragem e graças a esse primeiro momento, nas demais, nunca mais nadei sozinha”, diz.

Em 2003, Rosana participou dos jogos regionais de Pindamonhangaba e saiu da piscina com duas medalhas de ouro. No ano seguinte, começou a participar de maratonas aquáticas, onde foi campeã diversas vezes. Rosana venceu a Travessia dos Fortes, no Rio de Janeiro em 2009. Um ano depois, ficou com a medalha de bronze na mesma competição.

A nadadora considera que a natação paraolímpica é uma realidade no Brasil. Com 45 anos atualmente, ela sugere a criação de uma categoria “master”. “Não acho ruim nadar com meninas mais novas, o problema é que a idade chega e fica mais difícil conseguir ganhar um pódio, principalmente em piscina”, comenta.

Apesar disso e mesmo sem a criação de uma nova categoria, Rosana não se vê longe das piscinas. “Quero nadar para o resto da vida”, completa.

Deixe um comentário