Vamos fazer algo?

Nesses dois anos e meio escrevendo basicamente sobre a inclusão das pessoas com deficiência, dá para se perceber muita coisa e até distinguir o que é discurso e o que é realidade e ela não é das melhores. 

Durante os últimos tempos, falar da inclusão  se tornou “bonito”, quase um “pecado” discordar, mas será que só falar resolve? 

Como jornalista, falar e escrever são as essências do meu trabalho, levantar os problemas e ir atrás de quem deve, ou ao menos deveria, resolvê-los. 

Mas fazer “alguma coisa” não está na mão somente dos políticos para elaborarem leis que obriguem as pessoas e empresas agirem de determinada maneira, é preciso de uma atitude inclusiva. 

As empresas deveriam parar de reclamar que as pessoas com deficiência não são qualificadas, pois isso não está muito perto da verdade, o que eu vejo por aí ainda é que se direcionam as vagas de emprego para determinadas área, porém deficiência não é profissão, nem incapacitação. 

Antes de se começar a trabalhar numa empresa, todas as pessoas passam por um período de treinamento e integração para que possam estar de acordo com as características da empresa, ou seja, ninguém está totalmente preparado para trabalharem nos locais. 

Certa vez, ouvi que muitas pessoas com deficiência que possuem qualificação profissional não estão preparadas para o mercado de trabalho, pois faltam-lhes responsabilidade, disciplina… Mas, onde a gente vai “aprender” isso? Nos livros da faculdade, da escola técnica? Não é ali no cotidiano, levando bronca quando necessário, assim como todo mundo. 

A partir do momento em que o deficiente estiver no mercado de trabalho, as portas se abrem para ele se incluir em todos os setores que o interesse na sociedade.

Não adianta cobrar dos os outros se as próprias pessoas com deficiência não participam da sociedade, ir para a rua e viver , pois aí, todos saberão as dificuldades verdadeiramente e abrir os olhos e ouvidos para se consertar.

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