Aceitar-se é preciso

Convivo com minha deficiência desde que nasci, por isso, e graças a um grande apoio de meus pais, nunca tive grandes problemas para aceitar a minha condição física um pouco mais limitada  em relação às outras pessoas que estavam mais próximas a mim.

Claro que quando eu estava na adolescência, olhar para as menininhas a 1,20m de altura era uma desvantagem e tanto em comparação aos amigos que tinham 30 ou 40 centímetros mais. Isso me deixava um pouco pensativo na hora de dormir, mas quando acordava, era o mesmo que nada, ou mais ou menos assim.

Pela deficiência ser de nascença, também sempre fiz fisioterapia e mantinha contato constante com outras pessoas com deficiência, muitas vezes, bem mais graves do que a minha.

Uma vez, meu saudoso orientador do trabalho de conclusão da faculdade me perguntou como seria se eu não fosse cadeirante, respondi prontamente que não sabia, mas que provavelmente eu não seria jornalista, pois esta profissão me surgiu por diversas circunstâncias, inclusive a deficiência.

Porém, quando a pessoa adquire a deficiência ao longo da vida, depois de já ter usufruído de todas as habilidades, é bem mais complicado e complexo o processo de aceitação da nova condição. Tanto por parte dela quanto dos familiares, em alguns casos.

Estar em contato com outras pessoas com deficiência é fundamental para que haja trocas de experiências, pois ao observar e conversar sobre outros problemas semelhantes ou não ajuda a entender o que está acontecendo com seu próprio corpo. Aceitar sua deficiência não é negá-la e sim se conhecer melhor.

Ver, no caso das pessoas com deficiência física, o outro fazer um movimento que você achava que não era capaz, é motivador, no mínimo, para algumas tentativas para descobrir as suas capacidades.

Obviamente que um acompanhamento terapêutico de um fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, um psicólogos e de outros segmentos, dependendo da situação, é primordial para a reabilitação, mas se aceitar é tão importante quanto.

Que tal você nos contar a sua história  de como se ver com a sua deficiência e como você convive com ela? Mesmo que seja para reclamar de algo. Nosso email é contato@guiainclusivo.com.br ou se preferirem, mande uma mensagem pelas redes sociais.

6 comentários sobre “Aceitar-se é preciso

  1. sou o eduardo lemos tenho 41 anos sou da cidade do porto no norte de portugal o que quero dizer é simples ate aos meus 34 anos fui um homem normal tive minhas namoradinhas pratiquei meus desporto favorito que é o bodyboard tirei minha cara de conduçao tive meu carro ate que uma doença rara me paralizou o braço e perna esquerda uma doença que nao tem cura ainda estou a aprender a viver com isso é dificil mas com o apoio de amigos e familia eu vou vivendo meu dia a dia eu nem sequer me consigo vestir e calçar sozinho da para imaginar? mas a vida é isto e eu tenho que seguir

  2. infelizmente tenho uma deficiência de muita seriedade para os homens que me abala muito,pois estou a 5 anos em depressão por causa dessa deficiência.mas me considero um vencedor pois hoje a minha depressão está muito mais controlada do que antes, estou cada vez melhor, aceitando mais as coisas e sabedor que deus me fez assim é porque era necessário e porque era preciso isso acontecer.acho que outros homens já tinham desistido da vida mas eu vou lutar até o fim,jeito infelizmente não tem,mas já me adaptei e estou melhorando a minha qualidade de vida,e parabéns pelo texto muito bonito e incentivador.parabéns.

  3. bom tenho também uma deficiencia fisica desde quando nasci a diferença entre a minha deficiencia e a sua e q vc é caderante eu nao e tambem tem outra diferença q vc ser aceitar com é eu nao infelizmente e isso faz com que eu me sinta mal entendi…
    e isso me doi mto pq sinto q nao posso ser completamente feliz enquanto eu nao me aceitar….

  4. Ahh que fofo, adorei a sua história, exemplo de vida hein, e tem gente que reclama dela por nada. Legal vc ter aberto para o pessoal contar as suas histórias tbm. Acho que já te falei né vc é D+!!! Bjos 🙂

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