Provador de roupa acessível: um sonho?

Encontrar uma loja de roupas com, pelo menos, um provador acessível para uma cadeira de rodas é uma tarefa árdua, praticamente impossível.

A publicitária e cadeirante, Maira Santana, conta que nunca encontrou uma loja de roupas que tivesse um provador  que coubesse a sua cadeira de rodas. “Eu geralmente compro e só experimento em casa. Quando não posso levar para casa, peço para quem está comigo fazer uma ‘cabaninha’ para eu me trocar”, relata.

Ela diz que já reclamou em algumas lojas, mas todas as vezes, os lojistas argumentam que o local não tem estrutura para ampliar os provadores.

De acordo com a NBR 9050/2004, estes provadores, ou cabines individuais, devem ter espaço mínimo de 1,80m x 1,80m, com uma superfície para troca de roupas na posição deitada, além de barras de apoio horizontais.

O Decreto Federal 5.296/2004 regulamenta a implementação da acessibilidade arquitetônica e urbanística e tem base na norma técnica citada, entretanto, necessita ser abalizada legislação estadual ou municipal, de acordo com a arquiteta Giuliana Fiszbeyn.

Campanha

Em entrevista ao blog “Reflexão sobre rodas”, em dezembro do ano passado, o presidente da Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos, Felipe Cury, afirmou que lançaria em 2011 uma campanha de conscientização da acessibilidade no comércio da cidade, mas até o momento nada foi divulgado.

Há um projeto Câmara Municipal da cidade, de autoria do vereador Tonhão Dutra (PT), que obrigaria os locais a terem provadores acessíveis, mas ainda não há prazo para que ele seja votado.

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