Falta muito pro verão?

Nos últimos dias, os institutos de meteorologia apontam a temperaturas bem baixas. É comum ver as pessoas reclamarem do frio, mas quem tem deficiência física sente um pouco mais a queda da temperatura e de diferentes formas.

Os que, por algum motivo, precisaram fazer alguma cirurgia e colocar pinos, placas ou hastes de metal para corrigir uma postura, podem, muito provavelmente sentir dores na região onde estão esses materiais quando há mudança climática.

Ficar muito tempo sentado na cadeira de rodas, sem se movimentar faz com que a circulação de sangue diminua e junto a temperatura das pernas e dos pés. Além da própria cadeira ser feita de materiais metálicos que esfriam rapidamente e, em contato com o corpo, incomodam bastante.

A pessoa que teve lesão medular sofre um pouco mais ainda com essa situação, como explica o autor do blog “Ser Lesado” e colunista do site “Vida Mais Livre”, Leandro Portela, em seu artigo “Pare o inverno que quero calor!”. Ele diz que, devido à lesão medular, o organismo não sente a temperatura externa e por isso não transmite a sensação de frio ou calor para o cérebro.

“Nós lesados sempre sofremos com as mudanças de tempo e com a chegada do inverno, pois em um ambiente frio, o organismo não é capaz de obter as mensagens do cérebro que o corpo está esfriando, e exposto ao frio, a pessoa irá em breve tornar-se hipotérmica (temperatura a baixo de 35 C), terá aumento dos espasmos, dores nos membros e fadiga muscular”, escreve o cadeirante.

A solução para evitar esses incômodos pela deficiência é se proteger muito bem desse frio e manter a temperatura do corpo em ordem, com muito agasalho e o que mais for necessário. Um pouco de atividade física, se possível, também pode ser uma alternativa.

Artigo baseado no conhecimento prático do autor e no texto já citado.

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