Sexo sobre rodas: do mito ao autoconhecimento

Um dos maiores tabus que envolvem as pessoas com deficiência física é a sexualidade. O estereótipo de que quem tem alguma limitação física não pode ter relação sexual ainda permeia o pensamento de muitas pessoas, tanto as que tem a deficiência quanto quem não tem.

A desinformação e o preconceito sobre as possibilidades de uma pessoa com deficiência são os principais entraves para que isso aconteça. A aceitação e o autoconhecimento em relação à deficiência são os primeiros passos para que as barreiras psicológicas sejam quebradas.

Cada deficiência e pessoa possuem diferentes percepções e reações. A melhor forma é descobrir onde o corpo é mais sensível, provocando o prazer. Quanto maior o autoconhecimento mais fácil fica de encontrá-lo.

Quem tem lesão medular e perde os movimentos e a sensibilidade de parte do corpo também precisa se redescobrir, até mesmo procurando especialistas para explicar as ações e reações do corpo.

Mas como o parceiro, ou parceira, deve agir? A revista Sentidos, especializada em inclusão, publica, em sua reportagem de capa deste bimestre, algumas orientações e ela ressalta que a participação do parceiro é fundamental. “Conversando com diferentes pessoas (com deficiência ou não), especialistas e, o mais eficaz, com o parceiro sexual”.

O diálogo entre os dois faz com que eles possam descobrir posições mais confortáveis e o que causa mais prazer. Isso também pode evitar algum problema pela falta de sensibilidade. A cumplicidade entre os parceiros ajuda para que um entenda a necessidade do outro.

Dois cadeirantes

O fato dos dois estar na cadeira de rodas não pode ser o motivo e nem o impedimento para que eles tenham um relacionamento sexual. A afetividade dos dois tem que estar em primeiro lugar. Se houver a “química”, ambos encontrarão a melhor maneira de se relacionarem.

O Guia Inclusivo indicou há um tempo o livro “Na minha cadeira ou na tua?”, da publicitária Juliana Carvalho, que destaca bastante a sexualidade dela, onde ela relata como foi se readaptar o próprio corpo depois que se tornou cadeirante.

O sexo faz parte da vida de todo ser humano e não é sua condição física que vai impedi-lo de ter suas relações, basta saber o melhor caminho.

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