São José estreia com derrota no campeonato de basquete sobre rodas

O time de basquete sobre rodas ASES de São José dos Campos estreou com derrota no Campeonato Paulista da segunda divisão da modalidade por 62 x 20 para o time GADECAMP, de Campinas, fora de casa, no último domingo.

É a primeira vez que o time joseense disputa o campeonato. Segundo o armador, Evandro Bonocchi, o nervosismo tomou conta dos jogadores no começo. “Arremessamos 30 bolas e ela teimava em não entrar”, comentou o atleta.

A partir do terceiro período, os jogadores relaxaram, conseguiram a desenvolver melhor as jogadas e os pontos começaram a sair, mas já era tarde. A vantagem campineira já era grande.

Evandro destacou alguns pontos positivos da estreia: “Ninguém desistiu em nenhum momento. Lutamos o tempo todo sem fraquejar. Diferente de outras épocas, o time conseguiu manter um ritmo de jogo. Precisamos treinar mais, isso ficou claro. O campeonato nos dará muita experiência”.

Basquete sobre rodas

Um dos esportes paraolímpicos mais conhecidos no Brasil é o basquete sobre rodas. Ele não se difere muito da modalidade praticadas por “andantes”. A principal diferença é que, além das rodas, cada jogador tem uma Classificação Funcional.

A modalidade pode ser praticada por pessoas que possuam deficiência físico-motoras. As regras foram elaboradas pela Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF) e baseadas nas regras da Federação Internacional de Basquete (FIBA). No Brasil, ele é controlado pela Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC).

Para manter o equilíbrio entre os jogadores em quadra, cada atleta possui uma Classificação Funcional. Ela é definida após avaliações médicas, técnicas e funcionais. No basquete sobre rodas, essa classificação varia entre 1 e 4,5 pontos conforme o grau de deficiência do atleta. Quanto maior o grau de deficiência, menor é o número da classificação.

 “Para facilitar a classificação e participação dos atletas que apresentam qualidades de uma e outra classe distinta (os chamados casos limítrofes) foram criadas classes intermediárias: 1,5; 2,5 e 3,5”, consta no site da CPB.

Durante um jogo, a equipe não pode ultrapassar 14 pontos de classificação funcional. Ou seja, se ela tiver dois jogadores com pontuações altas (menores graus de deficiência), ela precisa equilibrar com atletas com pontuações bem menores (maiores graus de deficiência).

Quando é realizada uma alteração, um classificador funcional verifica se o limite de 14 pontos não se excederá, garantindo o equilíbrio.

Próximo jogo (atualizado às 10:22)

O Guia Inclusivo acaba de ser informado, pela assessoria de imprensa da Secretaria de Esportes, que o jogo que aconteceria no domingo, não será mais realizado.

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