Um guia pro guia


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Perguntar sempre

Não é todo cadeirante que tem condições de sair tocando a cadeira de rodas por aí, principalmente pelas ruas da cidade. Mas vocês sabem que tem aquele povo que gosta de ajudar o cadeirante sem ao menos perguntar se precisa ou aonde ele vai.

Pode parecer estranho, mas se outra pessoa encosta numa cadeira de rodas, o ser humano sentado ali sente, como se o andante estivesse tocando nele, ou seja, é se a pessoa tivesse “passando a mão” no cadeirante, alguém gosta disso?

Então, faz o seguinte: pergunte!!! Não custa nem um centavo! Se o caboclo estiver cansado ou for folgado, ele vai topar na hora.

Outra coisa chata é quando quem está ajudando pensa que a cadeira de rodas é um carro de Fórmula 1 e resolve correr. O ser humano que está sentado na cadeira de rodas não tem muito controle de equilíbrio, se desestabilizar e até cair.

As rodas traseiras dão mais segurança Se o passeio for num tipo de calçada que não é lá muito regular, seja em termos geográficos ou da lei, o melhor é fazer um pouquinho de força e empinar a cadeira sobre apenas as duas rodas maiores, isso dá mais segurança. Mas é claro que tem de haver uma relação de confiança entre as partes, se não houver, o cadeirante pode ficar tenso e perder o equilíbrio também.

Ih, apareceu um degrau na frente, reza e vai à luta, se você for descer, pra quem não é muito experiente, engata a marcha ré e vai, ou seja, o melhor é descer de ré. Caso você já esteja acostumado em guiar a cadeira de rodas, empine a cadeira e segue o jogo.

Apareceu uma rampa pra subir? Empurre a cadeira normalmente que tudo dá certo. Pra descer, vai de frente e devagarzinho.

E se a cadeira tropicar? Poe a mão na frente do cadeirante, pra ele não se esborrachar no chão!

6 comentários sobre “Um guia pro guia

  1. Vcs todos sao cadeirantes?
    Preucurei esse site porque preciso fazer uma cronica para a escola,e vendo os comentarios percebi essa conversa achei interessante..
    Por favor respondam a primeira pergunta..
    Atenciosamente.

    • Maria eduarda,

      Não somos todos cadeirantes não. Primeiramente somos jornalistas. E agora com os novos colunistas têm pessoas com e sem deficiência que escrevem.

  2. Pois é, eu sei bem como é ajudar um cadeirante numa hora dessas…afinal convivi com um por um ano e meio!
    Sei que no começo a gente não tem muito jeito, se complica às vezes, mas a experiência, como sempre, ajuda a todos!
    Peço que não deem mole, ajudem nossos amigos!

    • É, Augusto, são amigos como vocês e Rodrigo aqui embaixo, que aprendemos também algumas coisas, pois só ali no dia a dia para notarmos algus detalhes.
      Abraço

  3. Aprendi isto na prática nos tempos de colégio, com o caro escritor desse guia me ensinando. Lembro que muitas vezes ficava sem saber também como ajudar, então nesses casos perguntar é fundamental.
    Parabéns a todos envolvidos nesse projeto tão importante!

    • Grande Rodrigo Zanon, cara, a gente passou por cada coisa, né? Me lembrei agora de quando ja me sentia mais independente e me estabaquei na rampa de ir para sala hahaha Foi bem “emociionante”. haha

      Abraço e boa sorte aí em Londrina

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