Bom-senso também é incluir

Às vezes, as pessoas confundem inclusão com obrigação. Um exemplo clássico são as filas; não é toda fila que a pessoa com deficiência gostaria de passar à frente.

Imagine a seguinte situação: um grupo de amigos sai para se divertir à noite e na entrada da casa noturna há uma fila enorme para entrar. As pessoas notam um cadeirante lá no final e começam a oferecê-lo seus lugares, dando prioridade a ele. Mas o restante do grupo não tem esta preferência e fica lá trás. Resultado: a pessoa com deficiência consegue entrar muito antes de seus amigos no estabelecimento e precisa ficar esperando os outros entrarem sozinho.

Não é mais social e inclusivo, o cadeirante ou qualquer outra pessoa que tenha deficiência ficar fila junto aos amigos? Se ele permanecesse na fila, ficaria conversando com os amigos, rindo, como as outras pessoas.

Mas há casos em que a prioridade faz todo o sentido. Quando existe um volume grande de pessoas e possa ocorrer algum tipo de tumulto, dar preferência à pessoa com deficiência é um aspecto de segurança, tanto para ela quanto paras as demais pessoas que poderiam se machucar ao ter contato brusco com o “acessório” da pessoa com deficiência, como cadeira de rodas, bengalas e muletas.

Nessas horas, o melhor é ter bom-senso e saber quando um atendimento diferenciado se faz necessário, ou não.

Vale ressaltar que essas “regras” são de convívio social e nada tem a ver com as normas de acessibilidade que os lugares são obrigados a oferecer.

Este artigo é baseado nas experiências de seu autor e em posts do blog “Assim como você“, do jornalista Jairo Marques, na Folha.com.

1 comentário sobre “Bom-senso também é incluir

  1. Um dia .. vc podia escrever algo a respeito dos deficientes que acham que ser deficiente é algo extremamente ruim .. eu conheci alguns ja que evitam ate flr, achando que é o fim do mundo.
    E tbm tem o lado doa familiares que pensam da mesma forma e limitam a vida dos deificientes por isso! .. Beijos

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